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Gana, Nigéria e Costa do Marfim planejam candidatura conjunta para sediar Copa do Mundo

A iniciativa, que rapidamente ganhou destaque na imprensa da África Ocidental, visa repetir o bem-sucedido modelo de sede compartilhada

Os governos de Gana, Nigéria e Costa do Marfim iniciaram conversas para formular uma candidatura conjunta com o objetivo de sediar uma futura edição da Copa do Mundo da FIFA. O anúncio foi feito pelo ministro do Esporte de Gana, Kofi Adams, durante entrevista ao programa “Sports Nation”, em uma TV local.

A iniciativa, que rapidamente ganhou destaque na imprensa da África Ocidental, visa repetir o bem-sucedido modelo de sede compartilhada, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, Canadá e México, que são os responsáveis pela organizarão do torneio de 2026.

Adams afirmou que as obras de infraestrutura e modernização de estádios impulsionadas pelo presidente ganense, John Dramani Mahama, já colocam os três países em condições de atender aos padrões exigidos pela FIFA.

“Os Jogos Africanos de 2023 em Accra provaram nossa capacidade. Recebemos 54 nações sem grandes atrasos ou problemas de segurança”, argumentou o ministro, usando o evento como um cartão de visitas para a proposta.

O timing do anúncio é fortalecido pelo momento esportivo favorável. A seleção de Gana, os Black Stars, garantiu vaga para a Copa de 2026 de forma invicta nas eliminatórias, reacendendo o ânimo da torcida e, segundo Adams, comprovando o sucesso das reformas aplicadas no futebol local desde 2022.

Próximos passos e desafios

De acordo com informações de fontes especializadas, diplomatas dos três países já discutem aspectos logísticos da candidatura, incluindo a seleção de estádios, o financiamento das obras e o cronograma de preparação.

Especialistas ponderam, no entanto, que a FIFA só deve publicar o edital para as Copas após 2034, o que significa que qualquer plano oficial terá de aguardar o aval e as regras do órgão máximo do futebol mundial.

Se a candidatura for concretizada e aprovada, será a primeira vez que três países da África Ocidental dividirão a organização de uma Copa do Mundo. Economistas do Banco Africano de Desenvolvimento estimam que o megaevento tem o potencial de injetar bilhões de dólares na economia regional, além de modernizar sistemas de transporte aéreo e ferroviário.

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Aquiles Marchel Argolo

Jornalista, escritor, fã de cultura pop, antirracista e antifascista. Apaixonado por comunicação e tudo que a envolve. Sem música a vida seria impossível!

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