A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), uma ofensiva contra um grupo suspeito de atuar na produção e circulação de conteúdos de violência sexual na internet. A investigação mira brasileiros apontados como integrantes de uma rede internacional dedicada ao compartilhamento de vídeos de abusos cometidos contra mulheres sob efeito de sedativos.
De acordo com os investigadores, os suspeitos utilizavam medicamentos para deixar as vítimas inconscientes ou com a capacidade de reação reduzida. Em seguida, praticavam violência sexual, registravam as agressões em vídeo e distribuíam o material em plataformas digitais. Tanto vítimas quanto investigados são brasileiros.
A operação cumpre três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia. A apuração teve início em 2025, a partir de informações compartilhadas por autoridades estrangeiras no âmbito de cooperação internacional que envolve mais de 20 países.
As autoridades identificaram indícios de que parte dos investigados discutia, em mensagens trocadas em ambientes fechados, detalhes sobre substâncias com efeito sedativo, incluindo nomes comerciais e possíveis reações adversas. O conteúdo das conversas também aponta para manifestações de desprezo e objetificação das vítimas.
Durante o cumprimento dos mandados, foram recolhidos computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e outros equipamentos que podem conter provas das atividades investigadas.
Os suspeitos poderão responder por crimes como estupro de vulnerável e divulgação de cena de violência sexual, além de outras infrações que possam ser confirmadas no decorrer da análise do material apreendido. A Polícia Federal afirma que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da rede criminosa.
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