O príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles III, foi detido nesta quinta-feira (19) no Reino Unido sob suspeita de irregularidades no exercício de função pública relacionadas à sua antiga ligação com o financista Jeffrey Epstein.
A prisão foi confirmada pelo Palácio de Buckingham após a notícia ser divulgada pela imprensa britânica e marca o desdobramento mais grave, até agora, envolvendo uma figura da família real no escândalo que há anos repercute internacionalmente.
Andrew foi abordado por agentes à paisana na residência onde vinha morando, em Sandringham, propriedade da monarquia no leste da Inglaterra. Ele havia se mudado recentemente para o local, após deixar a casa que ocupava em Windsor. A mudança ocorreu em meio à divulgação de novos documentos pelo governo dos Estados Unidos, que reacenderam questionamentos sobre sua relação com Epstein.
As autoridades britânicas informaram, no início do mês, que analisavam informações segundo as quais o ex-duque de York poderia ter compartilhado dados confidenciais com o empresário americano. Entre os materiais tornados públicos estão fotografias e mensagens trocadas por e-mail que voltaram a colocar o nome de Andrew no centro das investigações.
No ano passado, ele perdeu os títulos e funções oficiais na monarquia, em um movimento para conter os danos à imagem da família real. Apesar disso, permanece na linha sucessória ao trono, atualmente na oitava posição. Andrew sempre negou qualquer conduta irregular e já declarou arrependimento pela amizade com Epstein.
O caso também remete às acusações feitas por Virginia Giuffre, que o processou nos Estados Unidos por abuso sexual quando era menor de idade. A ação foi encerrada em 2022 mediante acordo financeiro. Giuffre morreu no ano passado. Epstein, por sua vez, tirou a própria vida em 2019, enquanto aguardava julgamento por crimes de tráfico sexual.
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