Quatro policiais militares foram afastados das funções após a repercussão dos áudios envolvendo a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A decisão foi tomada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, que também abriu uma sindicância para apurar a conduta dos agentes responsáveis pelo atendimento da ocorrência registrada em 17 de abril.
As gravações anexadas ao inquérito indicam que a empresária mencionou ter sido beneficiada pela proximidade com um dos policiais que esteve no local, mesmo diante das marcas de agressão apresentadas pela vítima.
Segundo a investigação, a doméstica apresentava hematomas visíveis, mas não foi encaminhada à delegacia naquele momento. A Secretaria de Segurança Pública informou que os procedimentos internos já foram iniciados e que as circunstâncias da atuação policial serão analisadas administrativamente.
Carolina Sthela é investigada por suspeita de tortura e agressão contra uma jovem de 19 anos, grávida de cinco meses, que trabalhava na casa da empresária. A denúncia aponta que a vítima foi atacada após ser acusada de furtar joias da residência.
Conforme o relato prestado à polícia, ela foi puxada pelos cabelos, derrubada e agredida com socos e tapas durante um longo período. A joia apontada como desaparecida acabou localizada mais tarde em um cesto de roupas, mas, de acordo com a vítima, a violência continuou mesmo após a descoberta.
As investigações também apontam que um homem armado teria participado das ameaças e agressões. Até o momento, Carolina Sthela não foi presa nem indiciada. A Polícia Civil informou ainda que ela responde a mais de dez processos judiciais, incluindo uma condenação por calúnia em 2024. A Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão encaminhou pedido de prisão preventiva da empresária às autoridades responsáveis pelo caso.
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