A doação de sangue é um procedimento seguro, rápido e capaz de salvar vidas, mas ainda assim é cercada por mitos e desinformação, que afastam potenciais voluntários no Brasil. O resultado é que apenas de 1,4% a 1,8% da população brasileira doa sangue regularmente, segundo dados do Ministério da Saúde de 2024.
A baixa adesão é preocupante porque a demanda por transfusões é constante nos serviços de saúde. Em média, cerca de 5.500 bolsas de sangue são necessárias diariamente no país para atender a pacientes em diferentes situações, como emergências, cirurgias, tratamentos contínuos e complicações clínicas.
Entre os principais obstáculos para a ampliação das doações estão crenças equivocadas sobre o procedimento, como a ideia de que doar sangue enfraquece o organismo ou oferece riscos à saúde.
Segundo a coordenadora de Enfermagem da Afya Unigranrio Barra da Tijuca (RJ), Dra. Viviane Quintas, a desinformação ainda é uma das principais barreiras para o aumento do número de doadores no país.
“A doação de sangue é um procedimento seguro, realizado com materiais estéreis e descartáveis, sem risco de transmissão de doenças. O organismo se recupera rapidamente após a doação, e uma única bolsa pode ajudar mais de um paciente, já que o sangue é separado em diferentes componentes”, explica.
Além do impacto direto no atendimento aos pacientes, a doação de sangue também envolve benefícios indiretos ao doador. Antes da coleta, é realizada uma triagem clínica que avalia as condições gerais de saúde, o que pode ajudar na identificação de possíveis alterações que necessitam de acompanhamento médico.
Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e estar alimentado. Pessoas com sintomas gripais, febre ou que tenham realizado procedimentos como tatuagens recentemente devem respeitar o período de inaptidão estabelecido pelos hemocentros.
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