O Conselho de Ética da Câmara Federal se reúne nesta terça-feira (06), para votar parecer que prevê a suspensão por 120 dias do mandato do deputado bolsonarista Marcos Pollon (PL-MS), por participação no motim que paralisou a Casa por três dias, em agosto de 2025.
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Pollon também responde a outra representação, por ter xingado o presidente da Câmara Hugo Motta (Repub/PB), de “bosta” e “baixinho de um metro e sessenta”, em uma manifestação a favor da anistia para Jair Bolsonaro, no Mato Grosso do Sul. Nos dois casos ele é acusado de quebra do decoro parlamentar.
As redes sociais do deputado são repletas de publicações com palavrões e ataques ao Supremo Tribunal Federal e a autoridades. Durante o motim, Pollon foi o último a deixar a cadeira da presidência da Câmara, desafiando diretamente a Motta.
Mais recentemente, em fevereiro de 2026, o parlamentar se envolveu em outra polêmica, após vazarem imagens de anotações do senador e pré-candidato da extrema-direita à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-SP), indicando que Pollon teria pedido R$ 15 milhões para não ser candidato ao governo do Mato Grosso do Sul.
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