A Polícia Federal voltou a cumprir mandados em Santa Catarina e apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo, além de dois carros de alto padrão e aparelhos celulares, em uma nova etapa da operação Barco de Papel. A ação mira o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, preso na semana passada.
De acordo com os investigadores, parte do dinheiro foi encontrada após a chegada dos agentes a um dos endereços alvo. No momento da abordagem, uma mala com valores em espécie foi arremessada pela janela do imóvel. Todo o montante recolhido estava nesse mesmo local.
As buscas desta quarta-feira tiveram como objetivo recuperar bens que teriam sido retirados de apartamentos investigados anteriormente, em Balneário Camboriú e Itapema. A ofensiva foi autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Além do dinheiro, foram recolhidos dois veículos de luxo e dois celulares que devem passar por perícia.
Antunes havia sido detido sob suspeita de tentar atrapalhar as apurações e esconder provas relacionadas ao investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão da Rioprevidência no Banco Master.
No mesmo contexto, os irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz foram presos após, segundo a investigação, removerem bens do imóvel ligado ao ex-gestor. A Justiça transformou a prisão de Antunes e de Rodrigo em preventiva, sem prazo determinado para término. Rafael acabou liberado.
A operação é um desdobramento do chamado Caso Master, que também envolve aportes feitos por outros fundos de previdência estaduais. A PF já realizou diligências relacionadas à Amprev, do Amapá, que investiu cerca de R$ 400 milhões na mesma instituição financeira.
A defesa de Antunes foi procurada e ainda não se manifestou.
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