O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi transferido na manhã de quinta-feira (5) para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, após ter sido preso pela Polícia Federal no dia anterior durante nova etapa da Operação Compliance Zero.
A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e outros crimes ligados ao grupo empresarial comandado por ele.
Antes da transferência, Vorcaro passou a noite no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, onde foi submetido aos procedimentos iniciais de admissão no sistema prisional, como registro, identificação e corte de cabelo.
No início da manhã de quinta, por volta das 7h30, ele deixou a unidade em um veículo adaptado da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), usado para transporte de detentos, percorrendo cerca de 150 quilômetros até Potim.
Durante o deslocamento, o banqueiro já utilizava o uniforme padrão fornecido pelo sistema prisional paulista, composto por calça de cor cáqui e camiseta branca. Ao chegar à penitenciária, foi colocado em uma cela isolada, medida adotada como protocolo inicial para novos presos. Após cerca de dez dias, a previsão é que ele seja encaminhado ao pavilhão do regime fechado.
A Penitenciária 2 de Potim foi inaugurada em 2002 e recebe detentos condenados ou presos preventivamente em regime fechado. A unidade possui capacidade para 844 internos, mas atualmente abriga pouco menos de 500, segundo dados oficiais.
Nos últimos anos, o presídio passou a receber presos envolvidos em casos de grande repercussão nacional, após mudanças no perfil da antiga unidade de Tremembé conhecida por concentrar detentos famosos.
Vorcaro foi preso novamente na quarta-feira (4) em São Paulo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. A terceira fase da Operação Compliance Zero investiga suspeitas de ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas informáticos supostamente cometidos por uma organização criminosa ligada ao banco.
Também foram alvos da operação o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que se apresentou à Polícia Federal, além de Luiz Phillipi Mourão e do ex-policial federal Marilson Roseno da Silva. A Justiça autorizou ainda o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões para preservar valores relacionados às investigações.
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