O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo decidiu, nesta terça-feira (24), instaurar procedimento disciplinar para apurar a conduta do deputado estadual Lucas Bove (PL). A decisão foi tomada por unanimidade e pode resultar desde advertência até a perda do mandato.
A representação que motivou a apuração foi apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL). Ela sustenta que o parlamentar adotou postura agressiva e ofensiva durante uma discussão em plenário, em episódio ocorrido no início de setembro do ano passado.
Na ocasião, Mônica questionou a forma como Bove se dirigia à deputada Professora Bebel (PT), apontando que ele falava exaltado e com gestos considerados intimidatórios.
O clima esquentou. Houve troca de acusações, elevação do tom de voz e a sessão acabou interrompida. A transmissão também foi suspensa naquele momento. Para Mônica, a reação do colega ultrapassou os limites do debate político e configurou desrespeito, especialmente por se tratar de um embate envolvendo parlamentares mulheres.
O caso será relatado pelo deputado Emídio de Souza (PT). A próxima etapa prevê coleta de depoimentos e apresentação de defesa. Ao final, o Conselho indicará eventual punição, que ainda precisará ser submetida ao plenário da Casa.
Bove já responde na Justiça a uma ação relacionada a acusações feitas por sua ex-companheira, mas esse episódio não integra o processo recém-aberto na Assembleia.
Em nota, o deputado afirmou que foi alvo de denúncia por uma discussão comum ao ambiente parlamentar e classificou a iniciativa como motivada por interesses políticos. Ele também mencionou que uma representação apresentada por ele contra Mônica foi arquivada na mesma sessão, apontando o que considera tratamento desigual dentro da Casa.
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