Um grupo de mulheres realizou um ato em vários pontos da Rua Peixoto, nesta quarta-feira (25), em apoio à mudança de nome da rua para Sophia Gomide, proposta de lei que tramita na Câmara Municipal, de autoria do mandato coletivo Bancada Feminista do PSOL.
Sophia Gomide foi assassinada em 1906 pelo próprio pai, o então senador do estado de São Paulo, Peixoto Gomide, que não concordava com seu casamento.
A ação faz parte da campanha “Feminicida não é herói”, que também propõe mudar a denominação da Rua Moacir Piza para Nenê Romano e da Rua Alberto Pires para Dona Leonor de Camargo Cabral, logradouros que também homenageiam homens que cometeram o crime de feminicídio.
A proposta de alteração da Rua Peixoto Gomide já recebeu parecer favorável do Poder Executivo, foi aprovada pelo Arquivo Histórico Municipal, faltando apenas a aprovação em segundo turno na Câmara Municipal. O prefeito Ricardo Nunes já declarou à imprensa que pretende sancionar o projeto de lei.
Muito mais que uma simples troca do nome de rua, o objetivo da proposta é garantir reparação simbólica às vítimas de violência contra a mulher e propor um novo compromisso com a memória e a verdade histórica, homenageando as vítimas e não seus algozes.
“Ao dar o nome de Sophia Gomide a essa rua, nós dizemos, de forma clara, de que lado estamos: do lado das vítimas, da memória, da dignidade e da vida das mulheres”, afirmou Dafne Sena, covereadora da Bancada Feminista do PSOL.
Além da mudança nas três ruas, o mandato coletivo também tem um projeto de lei para proibir futuras homenagens a feminicidas em logradouros públicos da cidade de São Paulo, o qual já foi aprovado em primeira votação.
Bookmark