Os gastos do governo de Minas Gerais com ações voltadas ao enfrentamento de danos causados pelas chuvas encolheram de forma significativa nos últimos três anos. Dados do Portal da Transparência apontam que os valores destinados à infraestrutura de resposta a temporais passaram de aproximadamente R$ 135 milhões, em 2023, para pouco mais de R$ 6 milhões em 2025. Neste início de ano, até agora, o montante empenhado não chega a R$ 20 mil.
O levantamento considera programas vinculados à Defesa Civil estadual, incluindo iniciativas sob responsabilidade do Gabinete Militar, além de despesas relacionadas à gestão de desastres, recuperação de rodovias afetadas, mitigação de danos e prevenção de eventos climáticos extremos.
Em 2024, os pagamentos já haviam recuado para cerca de R$ 41 milhões, aprofundando a queda registrada no período.
A redução ocorre em meio a uma das piores tragédias recentes na Zona da Mata. Desde terça-feira, temporais em Juiz de Fora e Ubá provocaram ao menos 36 mortes e deixaram 33 pessoas desaparecidas. Equipes de resgate conseguiram retirar com vida 208 moradores das áreas atingidas.
Após as enchentes, o vice-governador Mateus Simões anunciou a liberação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá. O governador Romeu Zema informou que profissionais do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura serão enviados para mapear áreas de risco, enquanto técnicos da Copasa e estruturas de apoio humanitário reforçam o atendimento às cidades afetadas.
O governo federal reconheceu o decreto de calamidade pública em Juiz de Fora e mobilizou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional. Diante da previsão de novas chuvas, a Defesa Civil municipal determinou a retirada preventiva de cerca de 600 famílias em 24 ruas de quatro bairros, numa tentativa de evitar novas vítimas.
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