A greve geral convocada por centrais sindicais na Argentina provocou uma série de impactos no transporte aéreo e no funcionamento de serviços bancários em todo o país nesta quinta-feira (19). A paralisação, que atinge diferentes setores da economia, forçou companhias aéreas a reverem suas operações e levou bancos a suspenderem o atendimento presencial.
No setor aéreo, a Gol informou que está comunicando seus clientes por e-mail sobre possíveis alterações. Passageiros afetados podem remarcar os voos sem cobrança de taxa ou solicitar reembolso em forma de crédito junto à companhia.
A Latam também anunciou ajustes na malha. Segundo a empresa, parte dos voos poderá sofrer mudança de horário ou data, mesmo sem cancelamento formal. A orientação é que os viajantes verifiquem previamente o status da viagem antes de seguir para o aeroporto. Em caso de cancelamento, será possível remarcar sem custo dentro do prazo de um ano ou pedir devolução integral do valor pago.
A Azul esclareceu que não mantém voos regulares para a Argentina, operando apenas rotas sazonais para Bariloche e Mendoza durante o inverno, o que reduz o impacto direto da paralisação sobre suas operações neste momento.
A Flybondi anunciou a transferência temporária de seus voos do Aeroparque para o Aeroporto de Ezeiza como estratégia para manter parte da programação. A estimativa é realizar cerca de 100 voos e transportar mais de 16 mil passageiros, mesmo com as restrições.
No sistema financeiro, a Associação Bancária confirmou que não haverá atendimento presencial em bancos públicos e privados durante a greve. As operações digitais seguem disponíveis. Outras entidades do setor afirmaram que trabalham para preservar o funcionamento de serviços financeiros, tanto presenciais quanto online, dentro das limitações impostas pela mobilização nacional.
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