O mercado de trabalho brasileiro começou o ano com saldo positivo. Em janeiro, foram criadas 112.334 vagas com carteira assinada, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O desempenho superou as projeções de analistas do mercado financeiro, que estimavam abertura líquida inferior a 100 mil postos no período.
O resultado decorre de 2,2 milhões de contratações frente a pouco mais de 2 milhões de desligamentos ao longo do mês. Com isso, o número total de vínculos formais ativos no país chegou a 48,5 milhões, indicando manutenção do ritmo de geração de empregos apesar do cenário econômico mais desafiador.
Quatro dos cinco grandes setores da economia registraram expansão no quadro de funcionários. A indústria teve o melhor desempenho, com quase 55 mil novas vagas. A construção civil também apresentou avanço expressivo, superando 50 mil postos criados.
O setor de serviços abriu pouco mais de 40 mil oportunidades, enquanto a agropecuária contribuiu com cerca de 23 mil novos contratos formais.
O comércio foi o único segmento a encerrar janeiro no vermelho, com redução de 56,8 mil empregos. A queda está associada ao movimento tradicional de demissões após o período de fim de ano, quando há aumento temporário das contratações para atender à demanda das festas.
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, o país registra saldo positivo de mais de 1,2 milhão de vagas formais. Os números reforçam a tendência de crescimento contínuo do emprego com carteira assinada, ainda que em ritmo moderado, e mantêm o mercado de trabalho como um dos principais termômetros da atividade econômica brasileira.
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