Para marcar o “Dia Mundial da Saúde”, comemorado anualmente no dia 7 de abril, o Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (07), o Memorial da Pandemia no Rio de Janeiro. Localizado no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), o espaço presta homenagem às mais de 700 mil pessoas mortas pela Covid-19 no país.
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O memorial é composto por uma instalação digital que exibe os nomes das vítimas, um monumento central e uma escultura de Darlan Rosa, o criador do Zé Gotinha. Há também um parquinho temático para crianças, focado no incentivo à vacinação.
Combate ao negacionismo
Além de honrar os mortos, a iniciativa homenageia veículos e profissionais de comunicação e da saúde que promoveram a cobertura informativa para combater o negacionismo científico e a desinformação que marcaram a conduta do governo Bolsonaro e da extrema-direita no período da crise sanitária.
Investigações da CPI da Covid mostraram que, liderado pelo então presidente Jair Bolsonaro, o governo anterior agiu deliberadamente contra as medidas sanitárias de distanciamento e uso de máscaras, promoveu remédios ineficazes, sabotou e atrasou a compra de vacinas e, contrariando todas as recomendações médico-científicas, apostou na “imunidade de rebanho” por contágio, resultando em centenas de milhares de mortes evitáveis.
Pesquisas independentes apontaram que pelo menos 400 mil mortes poderiam ter sido evitadas, caso o governo bolsonarista tivesse tomado as medidas defendidas pela comunidade científica mundial.
Pós-covid
Acompanhando a inauguração, o governo lançou duas ferramentas importantes: o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid: um documento técnico para orientar profissionais do SUS no tratamento de sequelas persistentes da doença; e o Portal do Memorial Digital: desenvolvido com a OPAS e a Unicamp, que servirá de base para uma exposição itinerante por seis capitais brasileiras até 2027.
Vacinação
O evento também serviu para celebrar a recuperação dos índices de vacinação no Brasil, que em 2025 registrou os melhores resultados em nove anos para diversas vacinas, como a tríplice viral e a do HPV.
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