O avanço do senador Sergio Moro nas articulações políticas no Paraná e a perda de espaço do grupo de Ratinho Junior ajudaram a redefinir o cenário eleitoral e estão entre os fatores que levaram o governador a desistir da disputa pela Presidência da República.
A decisão, anunciada na segunda-feira (23), reflete uma mudança de estratégia diante do novo equilíbrio de forças no estado.
Nos últimos dias, Moro consolidou apoios importantes, como o do PL, e passou a liderar as intenções de voto para o governo estadual. A possível aproximação com o Novo, que avalia integrar a chapa com nomes como Deltan Dallagnol para o Senado, ampliou ainda mais sua vantagem.
Esse movimento reduziu o espaço político do PSD no Paraná e dificultou os planos do grupo de Ratinho Junior. Ao mesmo tempo, o governador enfrentava dificuldades internas para definir um sucessor competitivo. O partido chegou a considerar nomes como Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca, mas não conseguiu unificar a base.
A saída de Greca para o MDB e o desempenho tímido de Guto nas pesquisas enfraqueceram ainda mais o cenário para o PSD. Diante desse contexto, aliados relatam que Ratinho Junior passou a avaliar que deixar o governo para disputar a Presidência poderia agravar a situação do partido no estado.
A ausência de um nome consolidado para a sucessão aumentava o risco de perda de protagonismo local. Além das questões políticas, o fator pessoal também teve peso. A decisão foi discutida em família, considerando o impacto de uma campanha nacional em um ambiente de forte polarização.
Com isso, o governador optou por permanecer no cargo até o fim do mandato, priorizando a reorganização de sua base no Paraná e tentando manter a influência do PSD nas eleições estaduais.
Bookmark