O número de mortos no Irã após a ofensiva iniciada no sábado (28) por Estados Unidos e Israel chegou a 555, segundo balanço divulgado pelo Crescente Vermelho iraniano. A entidade afirma que 131 cidades foram atingidas por bombardeios desde o início da operação, que ampliou de forma significativa a escala do conflito no Oriente Médio.
Um dos episódios mais graves ocorreu na cidade de Minab, no sul do país. Autoridades iranianas relatam que uma escola feminina foi atingida, com 153 mortes. A versão, porém, é contestada. Um porta-voz das Forças Armadas de Israel declarou não ter registro de ação militar na área.
Imagens analisadas pela BBC mostram fumaça saindo de um prédio e pessoas reunidas nas imediações, mas não foi possível confirmar de forma independente o total de vítimas.
A televisão estatal iraniana informou no domingo que integrantes da cúpula militar morreram durante uma reunião. Entre os mortos estariam o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi.
Em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 48 membros do regime foram mortos, número que também não teve verificação independente.
A crise ganhou dimensão ainda mais ampla nesta segunda-feira (2). A China confirmou a morte de um cidadão no Irã e informou ter retirado cerca de 3 mil nacionais do país. No mesmo dia, Israel intensificou ações no Líbano após a entrada do Hezbollah no confronto e reforçou sua fronteira norte.
Os combates se espalharam pela região: o Kuwait foi alvo de ataques atribuídos a Teerã, uma refinaria na Arábia Saudita interrompeu atividades após ser atingida e um drone iraniano alcançou uma base britânica no Mediterrâneo. Washington e Tel Aviv sustentam que a ofensiva busca enfraquecer o regime iraniano diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã.
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