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Para professor Josemar, discurso de “meritocracia” é farsa para mascarar racismo

“Só vamos abrir mão de cotas quando brancos ricos abrirem mão do direito à herança”, diz deputado do PSOL do RJ, que desde criança já se interessava por política
Professor Josemar (PSOL-RJ): "todas as particularidades brasileiras cheiram, fedem à escravidão". Foto: divulgação.

Em 1986, como muitas crianças brasileiras apaixonadas por futebol, Josemar Pinheiro de Carvalho (PSOL-RJ) se ocupava colecionando figurinhas da Copa do Mundo. Nascido em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, filho de mãe professora e pai comerciante, ele tinha uma diferença em relação à maioria dos colegas: colecionava também panfletos e adesivos de políticos.

Não que isso fosse algo herdado da família, onde ninguém demostrava especial interesse no assunto. “Minha mãe diz que eu desenhava panfletos, fazia logomarcas de campanhas eleitorais, essa coisa toda. Já gostava disso desde 82”, conta ele.

Influenciado pelo clima de mudanças no país em meio ao processo de redemocratização após mais de duas décadas de regime militar, Josemar logo se envolveu no movimento estudantil secundarista, se engajando em lutas que hoje podem parecer singelas como o direito de usar bermuda na escola ou a instalação de um bebedouro.

Ao mesmo tempo, os ouvidos e o coração do adolescente também vibravam pelo emergente rock brasileiro da época, e bandas como a brasiliense Plebe Rude, que abordavam em suas canções as mazelas do capitalismo e as desigualdades sociais. Desse caldo de cultura veio em seguida o envolvimento com o movimento “caras-pintadas” e o “Fora Collor”, a entrada no magistério e a filiação ao PT.

Em 2003, Josemar migra para o PSOL após a discordância com a reforma da previdência e se torna um dos fundadores do novo partido. Cinco anos depois, veio a primeira candidatura à prefeitura de São Gonçalo, seguida de outras disputas eleitorais, coroadas em 2022 com a eleição para a Assembleia Legislativa fluminense.

Antes, houve ainda o envolvimento com a Rede Emancipa, que começou oferecendo cursos pré-vestibulares gratuitos para moradores de comunidades periféricas. Hoje, após toda essa caminhada, o deputado estadual Josemar se tornou uma referência no RJ na luta pela educação emancipadora e na defesa dos direitos dos trabalhadores, das ações afirmativas e do combate ao racismo.

“A extrema-direita é contra e faz um discurso meritocrático. Sempre digo que nós só vamos abrir mão do direito de cotas no dia que os brancos ricos abrirem mão do direito de herança. Porque não existe mérito na riqueza forjada na escravidão e no extermínio do povo indígena”, explica ele em entrevista ao Brasil Fora da Caverna, com a clareza de quem carrega na pele uma vida de enfrentamento ao preconceito e à desigualdade de oportunidades.

Na conversa, professor Josemar também avalia os desafios do campo progressista nas eleições deste ano para se reconectar com a classe trabalhadora e a periferia e conquistar apoio suficiente para evitar que o País caia em um novo ciclo de retrocesso político e social.

BFC: o começo

Professor Josemar: nasci em São Gonçalo (RJ), uma cidade com hoje com 1 milhão de habitantes. Minha mãe sempre foi de lá. Meu pai tem uma história na Baixada Fluminense. E o curioso é o seguinte: nos primeiros anos ali de vida ali, logo assim que eles casaram, foram morar na cidade do Rio de Janeiro. Mas a minha mãe fez questão que eu viesse a nascer em São Gonçalo. Tanto eu quanto a minha irmã. E vivemos em São Gonçalo desde então.

Minha mãe era professora e meu pai era vendedor, comerciante. Minha mãe, principalmente, trabalhava como professora primária do estado. Entrou no estado em 1969 e foi se aposentar em 94. E ela me criou com muita dificuldade, mas com muita honra também, muita dignidade.

No movimento secundarista, no Colégio Estadual Macedo Soares, comecei a militar em 1991. Sempre gostei de política. Quando criança, eu lembro da Copa de 86. Lembro da Copa de 82, que eu tinha 7 anos, mas a de 86 foi mais marcante. Eu colecionava, além dos álbuns de figurinhas, adesivos e panfletos políticos da época de tanto que eu gostava da política.

Os anos 80 foram muito ricos. Dos debates, discussões, greves, manifestações. A sociedade discutia as mobilizações cotidianamente. Lembro que era criança, eu e minha irmã tínhamos as tarefas domésticas. E aí pra gente reivindicar alguma coisa a mais junto aos nossos pais, convenci a minha irmã a fazermos uma greve. E como toda greve, ela terminou debaixo de algumas belas chineladas que tomamos dos nossos pais pelas tarefas que a gente não queria fazer.

Isso foi em 87, 88. Foi fruto daquele ano de mobilização, as greves eram coisas da boca das crianças, das pessoas. Venho de uma família periférica, negra. A gente lutava por isso. Inclusive naquela época as greves da rede pública da educação duravam três, quatro meses. Você tinha uma relação diferente de como é hoje. Hoje o Judiciário meio que faz um árbitro do negócio sempre jogando pros patrões. Naquela época era diferente, era um outro processo.

Não vinha da família porque minha família não era militante, não tinha uma participação política, mas já vinha no sangue desde pequeno. Minha mãe diz que eu desenhava panfletos, fazia logomarcas de campanhas eleitorais, essa coisa toda. Já gostava disso desde 82.

Os anos 80 foram muito ricos do ponto de vista político-social. Tinha o rock brasileiro, que era um rock também crítico. Hoje as bandas cantam músicas de protesto, de crítica social, mas (também) de amor. Por exemplo, você tinha Plebe Rude (DF), que é uma banda da nossa época, só cantava músicas de protesto. Inclusive a Plebe é uma banda tão autêntica que há uns dois anos a gente foi num show, as pessoas 40+ estavam no show. A juventude, inclusive um dos meus assessores chegou e disse: ‘Essa é uma banda aleatória’, porque ele não conheceu a Plebe, não conheceu aquele momento rico.

O momento político fazia isso com a gente. Quando chego em 91, eu me engajo pós eleição de 89, que foi uma eleição rica, dividiu o Brasil não na pauta do ódio, como hoje os bolsonaristas tentam dividir, mas na pauta dos projetos para o país que praticamente ressurgiam ali.

Comecei a militar no movimento secundarista, depois lutando por coisas que hoje a juventude não conseguiria entender. Por exemplo, eu lutava pelo direito de usar bermuda na escola. Hoje é normal, até a polícia usa bermuda aqui no Rio de Janeiro. Lutar pelo bebedouro, fazer associação, coletividade. Foram coisas assim, até que em 92 nós tivemos o movimento ‘Fora Collor’. Ali o movimento estudantil deu um salto de qualidade. Eu também aumentei a minha politização e pude desenvolver os passos pra hoje estar aqui sentado nessa cadeira (de deputado estadual).

BFC: magistério

Professor Josemar: sou professor desde 1999. Embora antes de ser professor eu já dava aula em cursinhos populares, pré-vestibulares comunitários. E trabalhei também durante muito tempo como inspetor de aluno desde os meus 18. Como minha mãe era professora, tenho contato com o ambiente escolar desde sempre.

Já fui quase tudo dentro de uma escola. Só não fui cozinheiro porque não tenho habilidades gastronômicas e nunca fui diretor geral, mas as outras funções todas já tive ali colaborando, atuando, em especial inspetor de aluno. Sou professor de Geografia de formação, então já dei aula desde o sexto ano até a pós-graduação.

Além de ser um professor crítico que pauta na discussão pautada nos métodos de Paulo Freire, de Demerval Saviani, na escola brasileira de pedagogia, que é a escola crítica, também construí ações para além da sala de aula, como trabalhos de campo, organização de visitas guiadas com meus alunos do ensino fundamental, médio, mas também do ensino superior. Fui professor universitário durante 16 anos.

Além disso tudo, ajudei a construir, organizar a Rede Emancipa de Educação Popular, que é um movimento pela educação na qual eu tenho uma grande história e militância. A gente conseguiu ao longo desses anos dar autoestima pras pessoas. Na Rede Emancipa, teve uma mãe que foi acompanhar a sua filha e que acabou se matriculando também. Ela chegou lá e viu pré-vestibular popular gratuito no bairro de São Gonçalo. Chegou lá, gostou da proposta e me abordou perguntando se ela podia também fazer o pré-vestibular para estimular a filha.

Quando chegou em julho daquele ano, o ano foi 2018, a filha virou pra mãe e falou o seguinte: ‘Mãe, eu não vou até o final do ano, você pode sair’. E a mãe falou pra filha o seguinte: ‘Olha, eu vou continuar até o final do ano porque eu estou há 20 anos sem estudar e eu estou aprendendo muito, estou gostando, está abrindo o meu horizonte’. No ano seguinte essa mãe voltou ao nosso pré-vestibular pra nos agradecer e dizer o seguinte: que ela tinha passado para engenharia da UFF (Universidade Federal Fluminense). Então a gente muda a vida das pessoas.

BFC: do PT para o PSOL

Professor Josemar: a mudança aconteceu porque nós identificamos que aquele primeiro governo Lula cometeu alguns ataques à classe trabalhadora. A reforma da previdência, taxou os aposentados, foi um exemplo de retirada de direito dos trabalhadores. A perspectiva de um projeto social liberal que se apresentava e que já se desenhava também colocava a necessidade de você ter críticas mais duras. E aí o PT expulsou Luciana Genro, Babá, João Fontes e a própria Heloísa Helena, criando o Movimento Nacional do PSOL da qual tive a honra de acompanhar e ser também um fundador.

Saí do PT naquele momento depois de dez anos de militância. E construí o PSOL na qual hoje eu sou um deputado estadual, mas fui vereador, presidente do diretório municipal, membro do diretório estadual, do diretório nacional e tenho uma vida partidária nesses 22 anos.

BFC: ascensão da extrema-direita

Professor Josemar: o germe desse processo de ascensão da extrema-direita no mundo tem a ver com a ausência de perspectiva ideológica e a frustração com os governos sociais-democratas. Podemos dizer que a falta de perspectiva ideológica tem a ver com a própria queda da União Soviética, que era um farol como bloco socialista. Depois você tem os governos sociais-democratas que superaram os governos liberais, mas que não resolveram a vida do povo.

Ficou também aquela coisa dos fascistas, neofascistas, se apresentarem como ‘antissistema’. Nós sabemos que não tem nada de antissistema em Bolsonaro e na sua turma, ou em Milei na sua turma, ou em (Viktor) Orban (primeiro-ministro da Hungria), ou em Trump. Pelo contrário, é o atraso, a reação. Mas eles se apresentam assim de forma muito radical.

A crise econômica mundial que começa em 2007-2008 vai se desenvolvendo a ponto do capitalismo e dos setores do capital reivindicarem e quererem medidas mais duras de austeridade sobre os trabalhadores. Para eles não interessa mais um governo de conciliação. O capitalismo internacional quer um governo de repressão maior sobre os trabalhadores.

Esse é o cerne do crescimento e do nascimento, do ressurgimento de uma extrema-direita neofascista no mundo. A necessidade do capitalismo e da burguesia de ter maiores taxas de exploração. Por exemplo, com os liberais a retirada dos pacotes era mais branda, mais gradual. Jogava ainda dentro de um sistema de regime democrático burguês. Já os neofascistas não. Eles são muito mais duros para combater os movimentos sociais e a esquerda. Uma parte da burguesia aderiu ao discurso deles, que é simplório também.

Por exemplo: se falta emprego no meu país o problema é do imigrante. Se há um problema de violência pública é porque eu não tenho uma arma. Essa é a lógica dos caras. Se você der arma na mão de um cidadão comum, nada garante que ele não vai perder aquela arma para o tráfico ou qualquer outro. E que ele em um momento de intempérie possa vir a matar a esposa, o filho, o vizinho e complicar ainda mais a sua vida. Outra coisa é o discurso do ‘Escola sem Partido’. É um discurso extremamente sem nexo, como se a escola tivesse uma ideologia única.

BFC: meritocracia

Professor Josemar: tem uma parcela grande da população que a apoia (a extrema-direita), isso é uma realidade, um fato. Mas o que nós temos que fazer é o velho e bom trabalho de base. Dialogar com as periferias, fazer propostas que sejam mais ousadas, que deem resposta ao concreto do povo. Entre essas propostas destaco o fim da escala 6×1. O governo tem que tentar aprovar o fim da escala 6×1, ter uma agenda que atenda os trabalhadores e a classe média. Assim a gente combate a extrema-direita.

E dar combate também às questões ideológicas. Por exemplo, cotas raciais. A extrema-direita é contra e faz um discurso meritocrático. Sempre digo que nós só vamos abrir mão do direito de cotas no dia que os brancos ricos abrirem mão do direito de herança. Porque não existe mérito na riqueza forjada na escravidão e no extermínio do povo indígena. Quem é rico hoje, a riqueza de um grande banqueiro, por exemplo, é o fato de ter sido filho de alguém que lá atrás também era banqueiro, ser neto de alguém que também era banqueiro, mas ser tetraneto de alguém que lá atrás escravizou negros e assassinou indígenas.

BFC: racismo e lei Vini Jr

Professor Josemar: os racistas sempre estiveram aí. Meteram o pé aqui no Brasil em 22 de abril de 1500 de forma datada. Mas antes já deviam ter passado para checar a rota e depois voltar. No Brasil o racismo é estrutural. Dos 525 anos desde a chegada dos portugueses, 356 foram de escravidão. Todas as particularidades brasileiras cheiram, fedem a escravidão.

O que é o quarto da empregada se não é a extensão da velha senzala? As empregadas domésticas foram ter seus direitos garantidos nos anos 90 do século passado. Passamos mais de cem anos de abolição da escravatura e elas não tinham direitos. Se nós formos discutir a política de cotas que é a única política pública nos 137 anos de abolição da escravatura… A cota é a única política pública feita para o povo negro.

Se você for olhar teve doação de terras para o branco colono. Teve várias medidas como projetos de bancos e empréstimos para grandes fazendeiros. Teve a Lei de Terras. Ou seja, os brancos sempre tiveram no país um conjunto de medidas de apoio enquanto nós, negros e negras, nunca tivemos políticas públicas focadas na gente.

BFC: crime organizado e milícias

Professor Josemar: votamos (contra a revogação da prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ, Rodrigo Bacellar, detido por suspeita de ligações com facções criminosas) porque as coisas precisam ser esclarecidas para que não tenha nenhum tipo de obstrução de Justiça. Em relação ao crime organizado e a política, há de se fazer o próprio debate sobre o modelo de segurança pública aqui do Rio de Janeiro. O modelo de segurança pública do RJ não é pautado no combate sério ao crime organizado. É pautado na lógica do extermínio da população negra das periferias. Porque se fosse pautado no combate ao crime organizado nós teríamos uma polícia científica, teríamos atuação mais consolidada para desmontar rotas e fluxos de distribuição de armas e de drogas. Quando na verdade o que nós temos é uma lógica que teatraliza a segurança pública e transforma a chacina em uma grande peça de ficção.

O governo de Cláudio Castro, no final de novembro do ano passado, estruturou uma chacina que levou a morte de 122 pessoas, mas que não mexeu em nada com a estrutura do narcotráfico carioca e fluminense. Pelo contrário, no dia seguinte nos (morros do) Alemão e na Penha continuou tendo o mesmo procedimento. Agora, ele foi pra mídia, fez propaganda, subiu alguns pontos no índice de pesquisas porque a população que não aguenta a violência viu algo e achou que aquilo ali era a saída, quando na verdade a saída não passa por isso.

A saída passa por você ter medidas sérias que combatam a criminalidade junto à estrutura do sistema. Por isso, defendemos investimento na polícia científica, no sistema de inteligência. Totalmente diferente do que o governo de Cláudio Castro faz. O estado brasileiro entra com a polícia, faz uma “limpeza” das pessoas, mata ali alguns, no dia seguinte eles vão lá e recrutam outros. Mas não entra com a disputa social necessária porque não entra com assistência social, com serviços básicos de saúde e educação. Não entra com programas de formação de escolas para dar dignidade àquele jovem, com saneamento básico.

Uma vez eu era vereador em São Gonçalo e um vereador virou e falou pra mim que eu defendia bandido. Eu olhei pra cara dele e falei o seguinte: ‘eu nunca lhe defendi’. Ele ficou puto da vida mas teve que engolir a sua crítica.

A gente vai ter que dizer a verdade, mostrar, apresentar, debater segurança pública. Porque uma boa ação não é aquela que tem o número de mortos, inclusive de inocentes, pessoas que não estão envolvidas com o processo e com a criminalização das favelas e comunidades. Pelo contrário, isso coloca em risco a vida das pessoas e amplia o clima de terror.

Uma boa ação é aquela em que o sistema de inteligência, a polícia, desarma o tráfico ou o narcotráfico sem dar um tiro, mas desmontando as suas redes de conexão. Porque a maconha não é plantada no morro e a cocaína não é refinada na favela. Então há de se fazer e impedir que ela chegue até esses postos de venda. Impedir que a arma chegue até esses criminosos. Cada vez mais vem crescendo a ação das milícias que controlam o território e que impedem as pessoas de fazerem campanhas. Teve lugares em São Gonçalo na campanha de 2022-2024 que eu tive dificuldade de fazer, que eu não podia entrar.

BFC: desafio da esquerda

Professor Josemar: o primeiro grande desafio é criar uma agenda, uma pauta, um programa político que faça a mobilização das pessoas. Como falei anteriormente, a luta pelo (fim da) da escala 6×1 é fundamental. Temos que lutar por valorização do salário mínimo, garantir o funcionamento e uma boa propaganda em relação à isenção do imposto de renda para quem ganha menos de R$ 5 mil. Temos que denunciar a extrema-direita quando ela vota contra os nossos direitos. Como é o caso do vale-gás, que 29 deputados de extrema-direita votaram contra o povo.

Paralelo a isso nós temos que fazer o trabalho de base. Em cada periferia fazer o debate de uma necessidade de um país que seja governado pelos trabalhadores. Sabemos das diferenças que existem entre aquilo que nós gostaríamos e aquilo que está sendo feito. Daquilo que poderia ser feito e do que ainda é limitado. São as diferenças que temos com o governo Lula e que eu particularmente do PSOL tenho com o PT. Mas nós estamos num momento de unidade e precisamos derrotar a extrema-direita.

Defendo que o PSOL apoie a eleição do Lula. Sou candidato a renovação do nosso mandato, que foi importantíssimo na luta da educação, na questão racial. Sou autor da lei Vini Jr. contra o racismo nos estádios e arenas esportivas. Fomos nós que denunciamos o aumento abusivo da tarifa do metrô Rio de Janeiro.

É um mandato que estamos conseguindo levar a esquerda e o pensamento crítico para além das fronteiras daquilo que é a capital. Levamos a São Gonçalo e estamos indo para o interior. É um mandato que nós trabalharemos como norte de uma perspectiva de transformação da sociedade .

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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