A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), uma operação em Minas Gerais contra um grupo suspeito de organizar o envio clandestino de brasileiros para os Estados Unidos. A ação ocorre nas cidades de Ipatinga e Santana do Paraíso, no Vale do Aço, onde agentes cumprem mandados judiciais contra investigados apontados como integrantes do esquema.
Ao todo, estão sendo executados quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva. A Justiça mineira também autorizou o bloqueio de bens dos investigados, com valor estimado em até R$ 700 mil.
A medida tem como objetivo garantir eventual ressarcimento e evitar que patrimônios supostamente obtidos por meio da atividade criminosa sejam transferidos ou ocultados durante o andamento das investigações.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo atuava aliciando brasileiros interessados em entrar de forma irregular nos Estados Unidos. As apurações indicam que os suspeitos ofereciam intermediação para a travessia internacional e cobravam quantias elevadas pelos serviços.
Assim sendo, migrantes e familiares teriam sido alvo de intimidações quando havia atraso ou dificuldade no pagamento das quantias exigidas.
A investigação recebeu o nome de Operação Elo Oculto e busca reunir provas sobre a atuação da organização. Caso a participação dos investigados seja confirmada, eles poderão responder pelo crime de promoção de migração ilegal, previsto na legislação brasileira.
A ofensiva ocorre em um momento de endurecimento da política migratória nos Estados Unidos. Nos últimos meses, autoridades americanas ampliaram as ações de fiscalização e detenção de estrangeiros em situação irregular. O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas intensificou operações em diferentes regiões do país, com aumento significativo no número de detenções.
Segundo dados divulgados pelo governo norte-americano, o total de pessoas mantidas sob custódia por questões migratórias chegou a cerca de 68 mil neste mês, crescimento expressivo em comparação com o período anterior. A política mais rigorosa tem sido uma das marcas da atual gestão federal no país.
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