Em 12 de março de 2020, o Brasil registrou a primeira morte por Covid-19. A vítima foi uma paciente de 57 anos, internada no Hospital Municipal Doutor Carmino Cariccio, na Zona Leste de São Paulo (SP), um dia antes.
Seis anos e mais de 716 mil mortes depois, 13,8 milhões de brasileiros ainda convivem com as sequelas da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
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Apesar da epidemia ter se encerrado oficialmente em maio de 2023, os impactos do coronavírus seguem presentes no País, em grande parte pela irresponsabilidade do governo Bolsonaro, que ignorou evidências médico-científicas, sabotou medidas de isolamento social, políticas de prevenção, tentou desacreditar a importância da imunização, protelou a compra das vacinas e promoveu tratamentos e medicamentos comprovadamente ineficazes, agravando algo que já era extremamente grave.
Desses quase 14 milhões de brasileiros que continuam sofrendo por causa desse “legado” funesto, 40% relatam sintomas de fadiga e cansaço; 28%, dores no corpo, mesmo percentual que acusa perda ou problemas de memória e atenção (“névoa mental”), e perda do olfato; além de 22% que apresentam dificuldade para respirar.
De acordo com estatísticas do SUS, essas sequelas levaram a 167 mil atendimentos registrados na Atenção Primária até 2024 e cerca de 5 mil mortes atribuídos diretamente à pós-COVID.
Invisibilidade
Estudo da Fiocruz de 2025 revelou que, entre pacientes hospitalizados no Brasil por causa do coronavírus, 91% relatam pelo menos um sintoma persistente e 39% se consideram com Covid longa – mas apenas 8% recebem diagnóstico médico formal. Ou seja, muitos casos seguem “invisíveis”.
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