As perspectivas de uma solução rápida para a guerra envolvendo o Irã sofreram novo revés nesta quinta-feira (2), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar a intensificação das ações militares.
A declaração esfriou o otimismo de investidores que vinham apostando em uma possível desescalada do conflito, já em curso há cerca de um mês. A reação dos mercados foi imediata. Bolsas asiáticas e europeias operaram em queda generalizada, refletindo o aumento da aversão ao risco.
Ao mesmo tempo, o preço do petróleo disparou, impulsionado pelo temor de interrupções no fornecimento global de energia, especialmente em rotas estratégicas do Oriente Médio.
Durante pronunciamento na noite anterior, Trump indicou que os ataques devem se intensificar nas próximas semanas, sem apresentar qualquer cronograma claro para o encerramento das operações. A ausência de sinais concretos de negociação ou cessar-fogo reforçou a percepção de que o conflito pode se prolongar, elevando a instabilidade internacional.
O impacto também foi sentido no mercado de commodities. O barril do petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100, registrando alta próxima de 7%. O movimento interrompeu uma sequência recente de quedas e reacendeu preocupações com inflação global e desaceleração econômica.
No campo militar, o cenário permanece tenso. Um navio petroleiro ligado à QatarEnergy foi atingido por um míssil em águas próximas ao Catar, aumentando o risco para o tráfego marítimo na região. Ao mesmo tempo, países como Arábia Saudita e Abu Dhabi relataram a interceptação de drones e mísseis, indicando a ampliação das hostilidades.
A tensão também levou a Bagdá a entrar em alerta, com autoridades americanas recomendando a saída de cidadãos diante da ameaça de novos ataques. Em resposta às declarações de Washington, forças iranianas indicaram que pretendem ampliar ainda mais a ofensiva, o que reduz as chances de um acordo no curto prazo.
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