A retórica agressiva de Donald Trump contra o Irã — incluindo ameaças como “uma civilização inteira vai morrer esta noite” e “abram a porra do Estreito (de Ormuz), seus bastardos loucos, ou vão viver no inferno” — chocou membros do Congresso estadunidense e fez com que alguns já comecem a cogitar a invocação da 25ª Emenda da Constituição.
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Essa emenda permite declarar o presidente incapaz por razões de saúde mental ou física e transferir os poderes executivos ao vice-presidente.
O deputado democrata Jim McGovern (Massachusetts) afirmou de forma direta: “Se o gabinete de Trump tivesse um mínimo de integridade restante, eles invocariam imediatamente a 25ª emenda e tirariam os códigos nucleares do lunático sentado no Salão Oval”.
O senador democrata Chris Murphy (Connecticut) foi ainda mais explícito, dizendo que, se estivesse no gabinete de Trump, passaria o feriado de Páscoa consultando advogados constitucionais sobre a 25ª Emenda, descrevendo as declarações do presidente como “completamente, totalmente descontroladas” e “loucas”.
Até a ex-aliada de Trump, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene, que renunciou ao cargo em janeiro, publicou no X: “25ª EMENDA!!! Não caiu uma única bomba na América. Não podemos matar uma civilização inteira. Isso é maligno e loucura”.
Embora a discussão sobre a capacidade mental de Trump tenha ganhado força no Capitólio, a aplicação prática da 25ª Emenda é considerada difícil: o gabinete é formado por aliados leais e bajuladores que não ousariam desafiá-lo, e uma remoção permanente exigiria maioria de dois terços no Congresso — algo improvável diante da forte polarização política.
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