A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira (25) mudou de forma imediata o cenário político no Rio de Janeiro. A Corte determinou a perda do mandato do deputado Rodrigo Bacellar (União), que estava afastado da presidência da Assembleia Legislativa (Alerj), abrindo caminho para uma nova disputa interna pelo comando da Casa.
Com a saída de Bacellar, os deputados estaduais passam a ter a responsabilidade de eleger um novo presidente da Assembleia. Pela regra vigente, quem assumir o posto também ocupará interinamente o governo do estado, hoje sob comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto.
O novo dirigente da Alerj ainda será responsável por conduzir a eleição indireta que definirá o chamado governador-tampão, que ficará no cargo até o fim do ano.
A decisão do TSE foi formalizada após a leitura da ata do julgamento que condenou Bacellar e o ex-governador Cláudio Castro por irregularidades nas eleições de 2022, no caso que ficou conhecido como “folha secreta”.
Apesar disso, o entendimento sobre a aplicação imediata da perda de mandato gerou dúvidas durante e após a sessão, inclusive entre ministros e advogados, já que o detalhamento final depende da publicação do acórdão.
Nos bastidores, a movimentação política já começou. Parlamentares aliados ao grupo de Castro articulam a eleição de um novo presidente da Alerj em curto prazo. Entre os nomes cotados estão Douglas Ruas para o comando da Casa e Guilherme Delaroli para o governo provisório. Do outro lado, Chico Machado surge como alternativa, com apoio político relevante.
A crise atual é resultado de uma sucessão de rearranjos iniciados ainda no ano passado, quando mudanças estratégicas abriram espaço para Bacellar na linha sucessória. O plano, no entanto, perdeu força após o deputado ser alvo de investigações e afastamento judicial, culminando agora na decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
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