Com apoio de Moro, Senado aprova projeto que enfraquece lei da Ficha Limpa
Na contramão da opinião pública, o Senado aprovou, na última terça-feira (02), um projeto que enfraquece a chamada “Lei da Ficha Limpa”, reduzindo o período que políticos condenados pela Justiça ficam impedidos de disputar eleições.
A proposta antecipa o início da contagem do tempo para o cumprimento da pena e unifica em 8 anos o período de inelegibilidade, com limite de 12 anos em caso de múltiplas condenações, mesmo em processos diferentes, e proíbe a possibilidade de mais de uma condenação por inelegibilidade no caso de ações ajuizadas por fatos relacionados.
Proposta reduz tempo que políticos condenados ficam inelegíveis
Pelo texto, esses políticos ficam proibidos de disputar eleições por, no máximo, 8 anos a contar da condenação. Na prática, os prazos reduzem o tempo de perda dos direitos políticos. Atualmente, no caso de delitos eleitorais de menor gravidade ou de improbidade administrativa, a inelegibilidade dura por todo o mandato e por mais 8 anos após o término do mandato no qual o político foi condenado, o que pode se estender por mais de 15 anos.
No Paraná, União Brasil “escanteia” Moro e deve ir com candidato de Ratinho em 2026
Da farsa do exílio à Câmara: golpistas encontram palco em Brasília
Eduardo Bolsonaro xinga o pai após ser chamado de “imaturo”
Texto foi apresentado por filha de Eduardo Cunha
A proposta foi apresentada pela deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-deputado Eduardo Cunha, cassado em 2016. Os parlamentares contrários ao projeto criticaram enfraquecimento da legislação. “O espírito da Lei da Ficha Limpa é que quem foi punido com inelegibilidade fique por duas eleições fora do pleito. Com esta lei nós estamos aprovando agora, ninguém, por crime eleitoral, ficará mais por duas eleições fora do pleito, porque está sendo estendida, para a data da diplomação, a aferição dos 8 anos do cumprimento da pena”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI).
Moro alega que medida atende pedidos de entidades religiosas
Já o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) votou favoravelmente à mudança. Moro alegou que a medida teria atendido a manifestações de entidades religiosas e da sociedade civil, como organizações de pastores evangélicos e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
BookmarkContinue lendo
Quem vai representar o Brasil? Seis filmes disputam vaga no Oscar 2027
A Academia Brasileira de Cinema anunciou, na terça-feira (9), os seis filmes que permanecem na disputa para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional...
“Quem fez putaria vai ser desmascarado”, avisa Lula em Curitiba
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comemorou, neste sábado (12), em Curitiba, o levantamento do sigilo sobre o caso Master no Supremo Tribunal Federal...
São Paulo e Paraná lideram ranking de assédio eleitoral no trabalho
São Paulo concentra o maior número de processos trabalhistas relacionados a denúncias de assédio eleitoral no país, enquanto o Paraná ocupa a segunda posição. O levantamento...
Médico escala prédio, invade apartamento da ex e acaba baleado em Bauru
Um médico de 33 anos foi preso preventivamente após entrar no apartamento da ex-namorada, uma estudante de medicina de 24 anos, e ser encontrado com ferimentos...
Alceu Valença faz show gratuito no Ibirapuera com grandes sucessos
Alceu Valença e a Orquestra Ouro Preto farão um concerto gratuito em 13 de setembro, no Auditório Externo do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





