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Contra o genocídio em Gaza, Massive Attack anuncia retirada de músicas do Spotify

(Foto: Divulgação)

O Massive Attack voltou aos holofotes na quinta-feira (18) com um posicionamento político que surpreendeu os fãs. O grupo britânico anunciou a adesão à campanha No Music For Genocide, movimento que reúne mais de 400 artistas e gravadoras ao redor do mundo que decidiram retirar suas músicas das plataformas de streaming em Israel, em protesto contra o que classificam como genocídio em Gaza.

No comunicado, a banda comparou o atual cenário à luta internacional contra o apartheid na África do Sul nos anos 1990, ressaltando que a arte pode ter um papel decisivo em boicotes e mobilizações sociais. O texto também faz um apelo para que outros músicos se juntem ao movimento, transformando indignação e dor em ações concretas de solidariedade ao povo palestino.

Além da retirada específica para Israel, o Massive Attack também pediu que suas músicas fossem removidas do catálogo global do Spotify. O motivo, segundo o grupo, está ligado às denúncias sobre os investimentos do CEO da plataforma, Daniel Ek, em empresas de tecnologia militar, incluindo drones e sistemas de inteligência artificial aplicados em caças de guerra.

A decisão dividiu opiniões entre fãs, mas muitos aplaudiram a postura da banda. Nos comentários, usuários levantaram questionamentos sobre quais alternativas de streaming poderiam ser consideradas mais éticas e justas para artistas e público. Entre as opções lembradas estão Apple Music, Deezer, TIDAL e YouTube Music, onde as faixas do Massive Attack devem continuar disponíveis.

Paralelamente ao debate político, o grupo mantém sua agenda de shows e chega ao Brasil no dia 13 de novembro, no Espaço Unimed, em São Paulo. A apresentação, batizada de A Resposta Somos Nós, contará com abertura de Max e Iggor Cavalera, que revisitarão o clássico Chaos A.D.. O evento também terá caráter de apoio às causas indígenas e às organizações que compõem o G9 da Amazônia.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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