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PT pede investigação de filhos de Bolsonaro por participação em tentativa de fuga

Bolsonaro com os filhos Flávio e Eduardo: para líder do PT, tentativa de fuga foi ação coordenada. Foto: Alan Santos/PR

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), protocolou uma representação junto ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, pedindo a investigação sobre a possível participação de dois filhos de Jair Bolsonaro: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)— na tentativa de fuga que levou o ex-presidente a ser preso preventivamente no sábado (22). O pedido aponta que há indícios de uma atuação coordenada entre Bolsonaro e os filhos no episódio.

O deputado petista cita que a tentativa do ex-presidente de violar a tornozeleira eletrônica com o uso de um ferro de solda demonstra “dolo claro”, eliminando a hipótese de falha técnica ou dano involuntário.

“A ação foi consciente, direcionada e incompatível com qualquer acidente”, afirmou, lembrando que o equipamento é “instrumento especializado que não se confunde com utensílio doméstico trivial”. “É inverossímil a alegação de surto e a negativa de intenção de fuga”, reforçou.

Perícia

O PT pediu a perícia imediata do equipamento, a requisição de imagens do condomínio (internas e externas) e a identificação de todas as pessoas que entraram na residência nas 72 horas anteriores, incluindo o irmão e assessores citados por Bolsonaro. “A presença de um instrumento tão específico exige apuração urgente sobre origem, fornecimento e possível participação de terceiros”, argumenta o parlamentar.

Lindbergh também destaca o papel de Flávio Bolsonaro, que convocou uma vigília na porta do condomínio na véspera da prisão. Para o deputado petista, o ato teve caráter operacional e político, servindo como “massa de manobra para tumultuar, dificultar a ação policial e criar condições favoráveis caso a violação da tornozeleira fosse bem-sucedida”.

Ele menciona ainda a declaração de Eduardo Bolsonaro, estimulando os condenados do 8 de janeiro a fugir. Lindbergh enxerga isso como uma incitação explícita à evasão e à desobediência judicial. Para o deputado, os fatos configuram um “possível concurso moral ou material” entre os três, formando um “tripé de atuação coordenada”.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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