Skip to content Skip to footer

CVM aponta ex-CEO como cérebro da fraude bilionária da Americanas

(Foto: divulgação)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que a fraude contábil bilionária envolvendo a Americanas foi planejada e conduzida por Miguel Gutierrez, ex-presidente da companhia, apontado como o principal responsável por um esquema que teria provocado um rombo estimado em cerca de R$ 25 bilhões. As informações foram divulgadas inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Três anos após a revelação do escândalo, Gutierrez segue fora do país e está foragido na Espanha desde 2023.

O entendimento foi formalizado pela Superintendência de Processos Sancionadores da CVM, que encerrou a fase de apuração no fim do ano passado. Ao todo, 31 pessoas passaram a ser formalmente responsabilizadas pela autarquia, entre ex-diretores estatutários, gestores e funcionários de diferentes áreas da empresa.

Segundo o órgão regulador, o grupo atuou de forma organizada e à margem do conhecimento do conselho de administração e dos comitês internos da varejista.

A investigação reuniu documentos, análises técnicas e depoimentos que sustentaram a recomendação de abertura de processo sancionador contra os envolvidos. A CVM também decidiu encaminhar todo o material ao Ministério Público Federal, que já conduz apurações criminais sobre o caso.

Os acusados foram notificados para apresentar defesa e, nas próximas etapas, ainda poderão tentar acordos administrativos antes do julgamento final pelo colegiado do órgão, o que deve levar cerca de um ano.

Além das pessoas físicas, a própria Americanas é alvo do processo. Para a área técnica da CVM, isentar a companhia significaria abrir um precedente perigoso para o mercado, ao permitir que empresas transfiram responsabilidades a executivos específicos para escapar de punições. O entendimento é que os prejuízos recaíram diretamente sobre acionistas, investidores e detentores de títulos da empresa.

Os técnicos também apontaram que práticas irregulares já ocorriam ao menos desde 2013, com uso recorrente de mecanismos contábeis para distorcer resultados. O caso, que marcou o maior escândalo da história do varejo brasileiro, passou a ser superado apenas recentemente pelas investigações envolvendo o Banco Master, cujo rombo estimado já ultrapassa R$ 50 bilhões.

Bookmark

Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

Mais Matérias

16 abr 2026

Brasil Quer Mais Tempo: conheça e participe da campanha pelo fim da escala 6×1

Movimento nacional aposta em pressão popular para acelerar discussão sobre jornada no Congresso
02 maio 2026

Desmatamento cai, mas Brasil ainda lidera perda de florestas

Mesmo com queda em 2025, país segue como o maior responsável pela devastação global
02 maio 2026

Pentacampeão Ricardinho e Itaipu visitam atletas do Maestro PCD, em Foz

Ex-jogador de futebol visitou alunos de bocha paralímpica, acompanhado pela diretoria da Itaipu, e parabenizou atletas premiados em competição estadual
02 maio 2026

Prefeita de Campo Grande proíbe trans em banheiro feminino e gera revolta

Decisão da prefeitura provoca manifestações e críticas de movimentos
02 maio 2026

Gigantes do agro entram na mira por trabalho escravo no Brasil

Projeto revela como exploração atravessa grandes cadeias econômicas
02 maio 2026

Com imagem patética gerada por IA, Trump pressiona Irã por acordo imediato

Estratégia dos EUA mira economia iraniana e petróleo global

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário