Skip to content Skip to footer

Arapongagem: governadora de Pernambuco é acusada de usar a Polícia Civil para espionar adversários

Policiais civis teriam instalado um rastreador GPS no veículo de Eduardo Monteiro, assessor da Prefeitura do Recife
Raquel Lyra (PSD-PE): governadora teria mandado polícia monitorar assessores de prefeito do Recife, João Campos (PSB-PE). Foto: Roberto Soares/Assembleia PE

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), está sendo acusada de usar a Polícia Civil para espionar adversários políticos com fins eleitorais. Pré-candidata à reeleição, ela teria como alvo o prefeito de Recife, João Campos (PSB), apontando pelas pesquisas como favorito na disputa pelo governo estadual nas eleições deste ano.

De acordo com as denúncias, policiais civis teriam instalado um rastreador GPS no veículo de Eduardo Monteiro, assessor da Prefeitura do Recife e irmão de Gustavo Monteiro, secretário municipal de Articulação Política e Social, sem autorização judicial. As informações seriam compartilhadas em um grupo de WhatsApp chamado “Nova Missão”, composto por agentes e delegados.

Polícia paralela

De acordo com reportagem veiculada pela TV Record neste domingo (25), o objetivo da “arapongagem” era enfraquecer a pré-candidatura de Campos, monitorando os passos do prefeito e de integrantes de sua equipe. Para isso, a governadora teria criado uma espécie de “polícia paralela”. Documentos internos e mensagens trocadas pelos policiais comprovariam as suspeitas.

A própria Polícia Civil admitiu ter feito esse monitoramento de integrantes da administração municipal, alegando ter recebido denúncias anônimas, mas alegou que as apurações iniciais acabaram sendo encerradas por falta de indícios concretos.

Coação

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) também relatou que servidores da corporação estariam sendo coagidos a cumprir ordens ilegais, sob risco de retaliações, o que indicaria um ambiente de intimidação e desvio de finalidade na corporação.


A Prefeitura do Recife repudiou as ações como “um absurdo inaceitável em um Estado Democrático de Direito”, classificando-as como abusivas e ilegais. Gustavo Monteiro declarou estar abalado e disse avaliar a possibilidade de acionar a Polícia Federal para investigar o caso.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

16 abr 2026

Brasil Quer Mais Tempo: conheça e participe da campanha pelo fim da escala 6×1

Movimento nacional aposta em pressão popular para acelerar discussão sobre jornada no Congresso
06 maio 2026

Empresários vão a Brasília contra fim da escala 6×1

Comitiva empresarial intensifica ofensiva no Congresso contra mudanças na jornada de trabalho
06 maio 2026

Pesquisa pioneira da Itaipu, do Itaipu Parquetec e da UFPR se tornou referência na gestão de aquíferos

Iniciativa transforma monitoramento científico em modelo estratégico de gestão hídrica e aproxima o conhecimento das decisões públicas e da sociedade
06 maio 2026

Documentários sobre ícones da música dominam o In-Edit 2026

São Paulo recebe festival com estreias nacionais, sessões comentadas e shows de Odair José e Fernanda Abreu
05 maio 2026

Após “novela das frutas”, governo aumenta para 16 anos idade mínima para acesso a YouTube

Caso serviu como prova de que a plataforma não consegue filtrar sozinha conteúdos que simulam ser infantis, mas possuem temas impróprios
05 maio 2026

Isolado, Trump volta a atacar o papa, que rebate: “minha missão é pregar a paz”

Leão 14 rebateu as críticas nesta terça-feira (05), reafirmando que sua missão é pastoral e não política

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário