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Família tenta tirar do Brasil adolescente apontado por morte do cão Orelha

A apuração sobre a morte do cão comunitário Orelha ganhou novos contornos nesta quinta-feira (5) após a revelação de que a família do adolescente de 15 anos apontado como autor da agressão avalia retirá-lo do Brasil. A informação foi divulgada durante o programa Melhor da Tarde, da Band, e indica que os pais estariam articulando a ida do jovem para a Austrália antes da eventual execução de uma medida de internação já solicitada no âmbito da investigação.

Segundo o relato, a estratégia se apoiaria na rapidez dos trâmites para obtenção de visto naquele país, especialmente quando vinculados a cursos de intercâmbio.

A família do adolescente, proprietária de um escritório de contabilidade de grande porte, teria facilidade para atender às exigências financeiras do processo, o que permitiria acelerar a saída do país. O plano incluiria o apoio de um parente que vive em território australiano.

O caso, que teve repercussão internacional, provocou forte reação na Praia Brava, em Florianópolis, onde o animal vivia e era conhecido pela comunidade. A comoção local se intensificou diante da percepção de que a estrutura econômica e os contatos profissionais dos pais do jovem estariam sendo usados para reduzir os efeitos imediatos da responsabilização.

Ainda conforme as informações divulgadas, a polícia não havia adotado, até então, medidas como a retenção de passaportes.

Paralelamente, os adolescentes envolvidos no episódio teriam passado a enfrentar isolamento social. Há registros de mudança de escola por parte deles, em meio à pressão exercida por colegas, famílias e moradores da região.

Outro ponto que chamou atenção foi a conduta atribuída à mãe do adolescente. Ela é investigada por uma possível tentativa de ocultar uma peça de roupa usada pelo filho no dia do crime, o que pode caracterizar obstrução das investigações.

Dessa maneira, o andamento inicial do processo também foi alvo de questionamentos após a primeira magistrada responsável se afastar do caso apenas uma semana depois, alegando vínculo pessoal com a família de um dos jovens.

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