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Brasil faz história nas Paralimpíadas de Inverno e conquista medalha inédita

O Brasil alcançou um feito inédito nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Pela primeira vez na história da competição, um atleta brasileiro subiu ao pódio. O feito histórico teve como protagonista o atleta catarinense Cristian Ribera.

Ele garantiu a medalha de prata na disputa masculina de sprint do esqui cross-country, na categoria sitting, modalidade voltada a competidores com deficiência nos membros inferiores.

Na final da disputa, Ribera completou o percurso em 2min29s6 e terminou muito próximo do ouro. A vitória ficou com o chinês Liu Zixu, que cruzou a linha de chegada apenas sete décimos de segundo antes. O bronze foi conquistado pelo cazaque Yerbol Khamitov, com tempo de 2min29s9.

O resultado coloca o Brasil em uma posição inédita na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno e também representa um marco para o esporte sul-americano, já que nenhum atleta do continente havia alcançado o pódio em todas as edições do evento.

Ribera chegou à competição como um dos nomes fortes da modalidade. Ele é o atual campeão mundial da prova de sprint e também conquistou recentemente o Globo de Cristal da Copa do Mundo da modalidade, prêmio concedido ao atleta com melhor desempenho ao longo da temporada. A medalha em Milão-Cortina confirma o momento de destaque vivido pelo brasileiro no circuito internacional.

Além do feito de Ribera, o Brasil também teve outro resultado expressivo nas pistas italianas. A paranaense Aline Rocha terminou a prova feminina de sprint na quinta colocação, com tempo de 3min21s0, alcançando o melhor desempenho da história do país entre as mulheres em Jogos Paralímpicos de Inverno.

O ouro ficou com a norte-americana Oksana Masters, seguida pela sul-coreana Kim Yunji, que levou a prata, e pela chinesa Wang Shiyu, medalhista de bronze.

A participação brasileira na competição continua nos próximos dias. Ribera e Aline voltam a competir nas provas de longa distância e no revezamento misto, programadas até o encerramento dos Jogos, em meados de março.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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