O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tenta ampliar sua presença nacional de olho na disputa pelo Palácio do Planalto, mas enfrenta dificuldades justamente no Estado onde construiu sua trajetória política.
Levantamento da Genial/Quaest mostra que o mineiro aparece atrás de adversários na corrida presidencial entre os eleitores de Minas, segundo maior colégio eleitoral do País e território estratégico para qualquer candidatura competitiva.
Na pesquisa, Zema registra 11% das intenções de voto no primeiro turno entre os mineiros, distante dos índices atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário é visto por analistas políticos como um obstáculo relevante para a consolidação da pré-campanha do ex-governador, especialmente porque ele tenta se apresentar como alternativa nacional em meio à polarização política.
Enquanto percorre diferentes regiões do País para aumentar a popularidade fora de Minas, Zema aposta em discursos mais duros contra o Supremo Tribunal Federal e intensifica a presença nas redes sociais. Nas últimas semanas, o ex-governador ganhou espaço no debate político após trocas públicas de críticas com o ministro Gilmar Mendes, estratégia que ajudou a ampliar a repercussão de sua pré-campanha, mas ainda sem reflexo expressivo nos levantamentos eleitorais nacionais.
Além da dificuldade presidencial, Zema também encontra resistência para transferir capital político ao atual governador mineiro, Mateus Simões, que aparece com índices baixos nas simulações para o governo estadual.
O cenário abriu espaço para articulações de partidos da direita em Minas, incluindo possíveis alianças envolvendo o PL e o senador Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas para o governo mineiro.
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