Para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a polarização na política veio para ficar e é própria de um mundo em que o debate público se acirrou com a ascensão da extrema-direita na era das redes sociais.
“Virou torcida. E isso, eu não tô falando aqui me lamentando. Esse é o jeito como hoje se forma a percepção da sociedade e se faz luta política, nós temos que entender isso. E nós temos que modular nossas expectativas também em relação a isso”, avalia.
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“O cara é bolsonarista. Ele foi ganho por aquela visão. Eu tô falando aqui do bolsonarista núcleo duro, não do nutella, não do indisposto. O Lula pode dar um Porsche banhado a ouro pra ele, ele vai votar no Bolsonaro”, brinca Boulos.
De acordo com o ministro, o cenário de Lula saindo do governo com aprovação de 90% em 2010, no final do segundo mandato, não se repetirá mais, nem no Brasil, nem em nenhum lugar do mundo. “Porque a gente vive numa era em que tem uma divisão muito mais definida do eleitorado. O eleitorado em disputa é menor do que era há 20 anos. Isso tem a ver com as redes e com o surgimento da extrema direita”, considera o ministro, que fez também fez uma comparação futebolística.
“Sou corintiano. O Corinthians pode tá uma desgraça e o Palmeiras, que é meu rival, jogando, fazendo o jogo do carrossel holandês, do Cruyff. Eu vou tá falando mal do Palmeiras e falando bem do Corinthians”, disse Boulos.
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