Em debate no Senado nesta quarta-feira (01) sobre a PEC que acaba com a escala 6 X 1, a diretora-executiva jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Luciana Nunes Freire, afirmou que é contra a proposta porque trabalha na escala 5 X 2, e precisa de quem a atenda no cabeleireiro e no supermercado aos finais de semana.
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“Eu trabalho 5 por 2 e, aos sábados, qualquer mulher que está nesse plenário, que está nos Jardins ou que está numa comunidade, vai ao salão de cabeleireiro. E vai tá fechado aos sábados pra nos atender?”, questionou ela.
“Qualquer mulher que é arrimo de família ou, como eu, que sustenta mãe e filha, aos domingos eu abasteço o supermercado, eu busco comida pra minha família, eu compro remédio pra minha mãe. Vai tá tudo fechado aos domingos pra mim? É certo?”, afirmou a dirigente empresarial, demonstrando todo o seu preconceito de classe.
A fala foi compartilhada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que comentou: “é esse o nível da ‘elite’ do Brasil, que parece não ter superado a escravidão”.
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