A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (01) a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos de verba parlamentar destinados ao aluguel de veículos.
A ação tem como principais alvos pessoas ligadas ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, apontadas pelos investigadores como possíveis operadores da fraude.
As investigações indicam a existência de um esquema que envolveria agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para conferir aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Os investigadores também apuram indícios de ocultação ou alteração de provas, o que pode configurar fraude processual.
A PF divulgou imagens das apreensões realizadas durante a operação, que mostram maços de dinheiro em espécie, com notas de R$ 50 e R$ 100 escondidas em caixas, além de um relógio de luxo.
Segundo a corporação, esta fase busca aprofundar a apuração sobre a movimentação e a destinação dos recursos investigados. Nas etapas anteriores da operação, Sóstenes Cavalcante foi alvo de mandados de busca, ocasião em que os agentes encontraram R$ 400 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado ao deputado. Na época, ele afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel.
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