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Perito desmente Flávio Bolsonaro e diz não ter rastreado dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse”

A perícia privada contratada pela produtora Go Up para analisar os repasses milionários de dinheiro do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, não rastreou os valores do fundo de investimentos Havengate, operado nos Estados Unidos pelo advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A afirmação é do perito Anisio Castelo Branco, responsável pelo trabalho. Ao jornal O Globo, o profissional admitiu não ter recebido autorização para auditar o fundo e que tratou apenas sobre os recursos desembolsados pela GoUp.

As declarações desmontam a versão dada nos últimos dias pelo candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), segundo o qual essa auditoria já teria esclarecido o caminho do dinheiro investido por Vorcaro. Em 19 de maio, após o Intercept Brasil revelar áudio em que ele pede o dinheiro ao banqueiro, Flávio prometeu apresentar uma prestação de contas detalhada da operação em 30 dias. Mais recentemente, ele tem se negado a dar mais informações sobre o assunto, chegando a dizer que o escândalo seria uma “página virada”.

O perito afirma que a análise feita por ele se limitou a apurar que o custo da obra foi de R$ 75,1 milhões e que não teria havido recursos públicos investidos na produção. Quanto ao dinheiro de Vorcaro, ele disse não ter acesso aos dados. “Eu não sei quanto que foi enviado do Brasil aos Estados Unidos, nem sei se foi enviado, porque eu não estou investigando o fundo, eu não falo pelo fundo, eu não pertenço ao Havengate. São informações que fogem do nosso espectro, nós não trabalhamos no fundo Havengate, não temos nenhum contato com o fundo”, disse o perito, que é presidente do Instituto de Perícia Investigativa (IPI), e foi contratado pela Go Up para fazer a análise.

A Polícia Federal suspeita que, ao invés de ir para o filme, o dinheiro pode ter irrigado o caixa 2 de campanha do candidato do PL, ou direcionado para financiar a estadia de Eduardo nos EUA, onde o irmão de Flávio articula sanções do governo Trump contra o Brasil.

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