Megaoperação contra abuso infantil prende 44 pessoas em todo o Brasil
A Polícia Federal e as polícias civis deflagraram, na quarta-feira (2), uma ofensiva nacional contra crimes de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. A Operação Proteção Integral V prendeu ao menos 44 pessoas, apreendeu três adolescentes e localizou duas vítimas, retiradas de situações de violência durante as diligências.
Do total de presos, 31 foram surpreendidos em flagrante e outros 13 eram alvos de ordens judiciais. As equipes cumprem 153 mandados de busca e apreensão para recolher equipamentos, arquivos e outros elementos que possam ajudar na identificação de envolvidos e vítimas.
As investigações miram pessoas suspeitas de armazenar, produzir, vender ou distribuir registros de violência sexual infantojuvenil. A mobilização reúne 755 agentes, entre 480 policiais federais e 275 integrantes das forças civis estaduais.
Embora as medidas judiciais sejam executadas em todo o Brasil, corporações de 20 unidades da Federação participam diretamente da operação. Estão envolvidas equipes de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
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A ofensiva integra uma sequência de ações coordenadas para combater a exploração sexual de menores, especialmente em ambientes digitais. As quatro etapas anteriores da Proteção Integral ocorreram entre 2025 e 2026, enquanto a Operação Guardião Digital foi realizada em março deste ano.
Segundo a Polícia Federal, ao menos 980 mandados de prisão contra foragidos investigados ou condenados por crimes sexuais foram cumpridos entre janeiro e agosto de 2026. O levantamento considera diferentes frentes de atuação da corporação e não se limita às operações da série Proteção Integral.
A PF também reforçou a necessidade de pais e responsáveis acompanharem o uso de redes sociais, jogos e aplicativos por crianças e adolescentes. Isolamento repentino, mudanças bruscas de comportamento e excesso de segredo no uso de celulares ou computadores podem indicar situações de risco, enquanto possíveis abordagens inadequadas devem ser comunicadas imediatamente a um adulto de confiança e às autoridades.
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