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Chegou: governo Castro é alvo de operação da PF por conexão com o Banco Master

O caso Banco Master tem potencial para derrubar a atual estrutura política brasileira. No início da manhã (23) de hoje, a Polícia Federal colocou na rua a Operação Barco de Papel, que tem como alvo principal o Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro), autarquia pública do Governo do Rio de Janeiro.

Os agentes investigam os aportes do Rioprevidência no Banco Master. Nos últimos anos, quase R$ 1 bilhão de servidores do Rio de Janeiro foram colocados em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

Os valores investigados podem chegar a R$ 2,6 bilhões, com aportes feitos entre 2024 e 2025, no governo de Cláudio Castro (PL). O Rioprevidência é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores e seus dependentes. No último mês de maio, o Tribunal de Contas do RJ (TCE-RJ) alertou para “graves irregularidades” aos gestores do fundo.

Para piorar a situação, o dinheiro aplicado pelo Governo do Rio de Janeiro pode ter sido perdido integralmente, já que o aporte não tinha garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado

declarou a PF.

Entre os alvos da operação da Polícia Federal estão o presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues, e o ex-diretor de investimentos interino, Pedro Pinheiro Guerra Leal.

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