Flávio Dino divulga relatório com ameaças de morte a ministros do STF: “Não precisa matar o juiz”

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, escreveu Dino na publicação.
Entre os trechos divulgados, um deles afirma que o ministro será “o primeiro a ser fuzilado” por ter “proibido o acesso às armas”. Outra mensagem propõe invadir a sede do Supremo e repetir com Moraes, Dino e Zanin o que foi feito com Tiradentes, com “cabecinha em praça pública”. Os autores das mensagens foram ocultados por tarjas pretas.
Na legenda, Dino associou o conteúdo à disseminação de desinformação. “O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”, afirmou. Ele acrescentou que divergências com decisões judiciais devem ser resolvidas pelos colegiados competentes: “Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”.
O ministro declarou que as ameaças não interferem em seu trabalho. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, disse. Em seguida, fez uma ressalva sobre o significado institucional do episódio: “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”.
A exposição de ameaças contra ministros do STF não é recente. Desde 2019, magistrados e seus familiares vêm sendo alvo de intimidações motivadas por decisões judiciais. Naquele ano, o então presidente da Corte, Dias Toffoli, determinou a abertura de investigação de ofício para apurar esses casos, processo que ficou conhecido como Inquérito das Fake News e permanece em tramitação
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