A Meta, “big tech” de propriedade de Mark Zuckerberg que é dona do Facebook, Instagram e Whatsapp faturou, em 2024, US$ 16 bilhões, o equivalente a R$ 82 bilhões no câmbio atual com anúncios de golpes e produtos fraudulentos em 2024. A informação é do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que questionou, nesta terça-feira (24), a empresa sobre os ganhos econômicos que a multinacional dos EUA teria com a prática de crimes nas plataformas digitais.
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Vieira anunciou que vai pedir a convocação do diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister, para ter mais informações sobre notícias de que a bigtech teria ganhos bilionários com as fraudes e crimes praticados na internet.
“Tais documentos indicam que a Meta obteve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024, proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. Este valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia”, justificou o parlamentar.
“Ao que tudo indica, a Meta deliberadamente vem dificultando a atuação das autoridades, porque, ao criptografar conteúdo inadvertidamente, mesmo com relatos internos de que essa criptografia vai favorecer o crime, assim o fez”, afirmou o relator.
Exploração sexual
Para Vieira, a empresa pode agir dessa forma porque reduz o risco de ter que arcar com indenizações, uma vez que a Justiça não tem acesso a conteúdos que prejudicaram vítimas, por exemplo, de exploração sexual.
“Em 2020, um relatório da ONG Human Trafficking Institute diz que o Facebook foi a plataforma mais utilizada por traficantes sexuais para aliciar e recrutar crianças: 65% dos casos de aliciamento e recrutamento de crianças se deram através da plataforma de vocês”, destacou o senador.
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