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Instagram censura perfil do educador antirracista Chavoso da USP em mais um ataque seletivo das Big Techs

Instagram censura perfil do educador antirracista Chavoso da USP em mais um ataque seletivo das Big Techs

A Meta, conglomerado bilionário controlador do Instagram, demonstrou mais uma vez seu caráter seletivo na moderação de conteúdos ao desativar sem aviso prévio a conta do educador e ativista antirracista Thiago Torres, o “Chavoso da USP”. O perfil, que acumulava anos de trabalho e mais de 1 milhão de seguidores, dedicava-se à produção de conteúdo educativo para jovens periféricos e ao combate ao racismo estrutural.

Enquanto perfis de extrema direita, bolsonaristas e negacionistas seguem espalhando desinformação livremente pela plataforma, a empresa opta por silenciar justamente uma das vozes mais importantes na luta contra a opressão e pela educação popular. Não por acaso: o conteúdo de Chavoso confronta diretamente os interesses do capital e expõe as engrenagens do sistema neoliberal defendido por esses mesmos bilionários.

Sob o pretexto vago de “violação das diretrizes da comunidade”, as Big Techs criaram um mecanismo perfeito de censura seletiva. O mesmo algoritmo que permite a circulação de discursos de ódio, notícias falsas e ameaças a democratas age com velocidade brutal para eliminar quem ousa questionar o status quo.

A realidade é que plataformas como o Instagram funcionam como braços armados do capital financeiro, operando sob a lógica do vale-tudo contra a esquerda e da leniência com a direita. Enquanto Elon Musk transforma o X (antigo Twitter) em palco para o fascismo internacional, a Meta mostra que, na prática, segue o mesmo roteiro.

Há um padrão claro nessa suposta “neutralidade” tecnológica: vozes como Chavoso, que organizam os de baixo e criticam as estruturas de poder, são sistematicamente silenciadas. Já os perfis de milicianos, supremacistas e negacionistas – muitos deles financiados por empresários reacionários – seguem impunes.

A luta pela restituição da conta de Chavoso é urgente, mas precisa ser compreendida como parte de uma batalha maior: a da expropriação desses monopólios digitais e da construção de redes sociais verdadeiramente democráticas, controladas por trabalhadores e movimentos sociais. Enquanto as Big Techs estiverem nas mãos de bilionários, a “liberdade de expressão” continuará sendo um privilégio de quem serve aos interesses do capital.

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Aquiles Marchel Argolo

Jornalista, escritor, fã de cultura pop, antirracista e antifascista. Apaixonado por comunicação e tudo que a envolve. Sem música a vida seria impossível!

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