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Caso Ruy Ferraz: polícia identifica suspeitos ligados ao PCC e prende mulher envolvida no transporte de armas

(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em emboscada na última segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral paulista. Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, dois suspeitos foram identificados: Felipe Avelino da Silva, 33 anos, conhecido como “Mascherano”, apontado como integrante do PCC, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, 24 anos, sem passagens criminais.

De acordo com Derrite, impressões digitais encontradas em um dos veículos usados pela quadrilha confirmaram a participação dos acusados. Mascherano, que deixou a prisão em setembro de 2024, já tinha condenações por roubo e tráfico e exerceria função de “disciplina” dentro da facção. A motivação do crime ainda está em apuração: se estaria ligada ao histórico de combate ao crime organizado de Ferraz ou a sua atuação recente como secretário municipal em Praia Grande.

Na madrugada desta quinta-feira (18), a polícia prendeu Dahesly Oliveira Pires, acusada de transportar um dos fuzis usados no ataque. Ela teria levado a arma de Praia Grande para Diadema em um carro de aplicativo, a pedido do namorado, Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, que também teve prisão decretada. Derrite afirmou que Luiz já foi dono de um dos carros utilizados no homicídio.

O ataque foi executado com violência extrema. O carro de Ferraz foi alvejado por 29 disparos de fuzil logo após ele sair da prefeitura, onde trabalhava como secretário de Administração. Imagens mostram o momento em que o veículo tentou escapar, colidindo com dois ônibus em uma via movimentada. Pelo menos três homens encapuzados, usando coletes à prova de balas, participaram da ação.

Os veículos usados pela quadrilha eram roubados e haviam sido levados em ocasiões diferentes na capital paulista. A polícia também apura denúncia sobre possível envolvimento de um guarda civil, mas ainda sem indícios concretos.

O caso mobiliza forças de segurança do estado e reforça a suspeita de que o crime organizado tem buscado expandir sua influência para além do tráfico, alcançando também contratos e setores da economia formal.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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