Uma denúncia de assédio sexual envolvendo um ministro do Superior Tribunal de Justiça provocou reação imediata no Judiciário e levou o caso aos órgãos de controle. O magistrado Marco Buzzi é acusado por uma jovem de 18 anos de comportamento inadequado durante um encontro ocorrido no início de janeiro, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
De acordo com o relato apresentado pela família, a jovem passou parte das férias hospedada na residência do ministro, que mantém amizade antiga com seus pais. No dia 9 de janeiro, durante um passeio à praia, a jovem entrou no mar para nadar e teria sido abordada pelo magistrado, que também estava na água.
A acusação aponta que ele tentou segurá-la de forma insistente, em mais de uma ocasião, o que teria provocado pânico e desespero. Após conseguir se afastar, ela retornou à areia e relatou o ocorrido aos pais.
Diante da gravidade da situação, a família deixou imediatamente o local e voltou para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência. Por se tratar de um integrante do Superior Tribunal de Justiça, o caso foi encaminhado às instâncias competentes, incluindo o Supremo Tribunal Federal, em razão do foro especial.
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Nesta semana, os denunciantes prestaram esclarecimentos a um juiz auxiliar da presidência do STF e, na sequência, formalizaram a representação no Conselho Nacional de Justiça.
O CNJ informou que o procedimento corre sob sigilo, conforme prevê a legislação, com o objetivo de resguardar a vítima e evitar exposição indevida. Segundo o órgão, depoimentos já foram colhidos no âmbito da apuração conduzida pela Corregedoria Nacional.
Indicado ao STJ em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff, Marco Buzzi completa 68 anos nesta semana. Em manifestação pública, o ministro negou as acusações e afirmou que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos. A defesa da jovem afirma aguardar apuração rigorosa e responsabilização, caso as denúncias sejam confirmadas.
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