O recrudescimento da guerra no Oriente Médio aberta por Trump (EUA) e Netanyahu (Israel) contra o Irã acendeu o alerta na grande mídia brasileira sobre o risco de uma explosão nos preços dos combustíveis e até de desabastecimento do diesel no País, com o consequente aumento da inflação e queda no crescimento econômico.
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O que a imprensa hegemônica não menciona é que a Petrobras perdeu grande parte de sua capacidade de manutenção do equilíbrio do mercado de energia e de mitigação de crises porque o governo bolsonaro vendeu refinarias a preço de banana, reduziu investimentos e privatizou a BR Distribuidora, deixando um cenário que agrava ainda mais uma situação emergencial dessa natureza. Tudo isso com o apoio entusiasmado do mercado financeiro e seus porta-vozes na comunicação de massa dominante.
Foram vendidas no governo Bolsonaro as refinarias Landulpho Alves (RLAM), na Bahia; Isaac Sabbá (ou Refinaria de Manaus, na Amazônia); RPCC – Refinaria Potiguar Clara Camarão (RN) e a SIX – Superintendência da Industrialização do Xisto, no Paraná. Com isso, a estatal brasileira perdeu cerca de 20% de sua capacidade de refino, o equivalente a quase 500 mil barris ao dia.
O plano do governo bolsonarista e seu ministro Paulo Guedes era vender outras quatro, mas não houve tempo para concretizar os negócios.
Além disso, a BR Distribuidora, que detinha cerca de 30% do mercado de combustíveis, incluindo um terço do diesel também foi privatizada. Até então, a empresa mantinha 7.700 postos com a bandeira Petrobras espalhados por todos os estados do Brasil.
“Quando havia a BR Distribuidora, conseguíamos acompanhar o preço internacional e, ao mesmo tempo, segurar os aumentos, porque havia a possibilidade da produção e da distribuição. Então, segurava-se preço, segurava-se mercado”, lembra o líder do PT, na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC).
“O preço do óleo diesel está caro hoje porque o governo Bolsonaro privatizou a distribuição de combustível no nosso país. Foi essa decisão que criou esse problema”, acrescenta a deputada Ana Paula Lima (PT-SC), vice-líder do governo na Casa.
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