Um colapso total do sistema elétrico deixou toda Cuba sem energia nesta segunda-feira (16), mergulhando cerca de 10 milhões de habitantes em um apagão generalizado e ampliando a crise energética que atinge o país caribenho.
O operador estatal responsável pela rede informou que ocorreu uma desconexão completa do sistema nacional, mas ainda não apresentou uma explicação definitiva para a falha nem um prazo para a retomada do serviço.
Segundo autoridades do setor, o apagão aconteceu sem que fossem detectados danos imediatos nas usinas termelétricas ainda em funcionamento, o que reforça a hipótese de uma falha sistêmica na rede elétrica. O episódio é considerado um dos mais graves dos últimos anos e se soma a uma série de interrupções recorrentes no fornecimento de energia que já vinham afetando diferentes regiões da ilha.
A crise energética cubana se agravou nos últimos meses em meio à escassez de combustível. O país enfrenta um bloqueio que restringe o acesso a petróleo no mercado internacional, situação que se intensificou após mudanças geopolíticas envolvendo a Venezuela, tradicional fornecedora de energia para Havana. Sem esse apoio, o sistema elétrico, já envelhecido e dependente de termelétricas antigas, passou a operar com capacidade limitada.
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Dados de monitoramento marítimo indicam que apenas dois pequenos carregamentos de combustível chegaram à ilha neste ano, um vindo do México e outro da Jamaica, volume considerado insuficiente para sustentar a geração elétrica em escala nacional. O resultado tem sido uma rotina de apagões prolongados, que afetam serviços básicos, transporte e atividades econômicas.
O agravamento da crise também tem provocado tensões internas. Nos últimos dias, protestos motivados pelos cortes de energia atingiram algumas cidades, incluindo um episódio em que manifestantes atacaram uma sede local do Partido Comunista.
Diante do cenário crítico, o governo cubano confirmou que iniciou conversas com autoridades dos Estados Unidos em busca de uma saída para a crise energética.
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