A diretora jurídica do Goldman Sachs, Kathryn Ruemmler, deixará o cargo no fim de junho após a divulgação de novas mensagens que evidenciam sua proximidade com o financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
A saída foi confirmada pelo presidente-executivo do banco, David Solomon, que informou que a decisão partiu da própria executiva.
Ruemmler vinha enfrentando pressão desde que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou públicos e-mails que revelam uma relação pessoal com Epstein, mesmo depois da primeira condenação dele, em 2008, por envolvimento com exploração sexual de uma adolescente.
As mensagens mostram um contato frequente e de tom amistoso entre os dois, incluindo conversas sobre carreira e referências aos crimes que pesavam contra o ex-financista.
A repercussão ganhou força nas últimas semanas, após uma nova leva de documentos vir a público. Até então, o Goldman Sachs mantinha respaldo à executiva, que ocupava o posto desde 2020. Nos bastidores, porém, a avaliação era de que sua permanência se tornara insustentável diante do desgaste reputacional.
Em comunicado encaminhado à imprensa internacional, Ruemmler afirmou que optou por deixar o cargo para evitar que a atenção em torno de seu nome prejudicasse a instituição. O banco informou que a transição será concluída até 30 de junho.
Antes de assumir a chefia do departamento jurídico do Goldman, Ruemmler atuou no escritório Latham & Watkins. Ela também teve passagem destacada pelo governo dos Estados Unidos: trabalhou no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011 e, na sequência, foi assessora jurídica da Casa Branca durante a gestão de Barack Obama.
Reportagem do Wall Street Journal apontou ainda que ela estava entre as pessoas contatadas por Epstein logo após sua prisão, em julho de 2019.
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