Um familiar do adolescente indiciado na terça-feira (03), pela Polícia Civil de Santa Catarina pelo espancamento bárbaro e morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, tentou esconder duas peças do vestuário do suspeito usados como provas do inquérito, segundo informou os responsáveis pelo inquérito.
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De acordo com as investigações, o ataque a Orelha começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele teria retornado para o condomínio com uma amiga.
Contradições
“Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio”, apontou a polícia.
Entre as provas estaria um boné e um moletom usado pelo suspeito no dia em que Orelha foi espancado.
O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou no exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela Polícia ao chegar no aeroporto.
“Naquele momento, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime”, relatou a polícia.
As autoridades não divulgaram os nomes o adolescente e do familiar. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe esse tipo de divulgação quando o caso envolve menores de idade. No caso do familiar, a alegação é que a ação corre em segredo de Justiça.
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