A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do funkeiro MC Tuto após o atropelamento de um jovem de 20 anos ocorrido na madrugada de sábado (24), em Barueri, na Grande São Paulo. O acidente aconteceu enquanto o artista participava da gravação de um videoclipe em uma área onde a circulação de veículos é proibida no período noturno e restrita a pedestres.
De acordo com a Polícia Civil, o cantor conduzia um Porsche sem autorização do poder público para realizar as filmagens no local. Registros de vídeo analisados pelos investigadores mostram o momento em que a vítima, Gabriel Luiz Berrelhas Alves, caminhava pelo espaço quando foi atingida pelo veículo. As imagens também indicam que o impacto ocorreu no lado do motorista.
Após o atropelamento, MC Tuto e uma mulher que o acompanhava no carro desceram do automóvel. No local, familiares do jovem demonstraram desespero ao perceberem a gravidade dos ferimentos. Gabriel foi socorrido inconsciente e encaminhado em estado grave a uma unidade hospitalar.
Segundo informações médicas, o jovem sofreu fraturas nas duas pernas, lesões nas costelas e fissuras no crânio. Ele passou por procedimento cirúrgico e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva, sob monitoramento constante da equipe médica.
Em depoimento, o artista afirmou que dirigia em baixa velocidade no momento do acidente, versão semelhante à apresentada por uma modelo que participava da gravação. A análise técnica da polícia, no entanto, apontou que a condução do veículo representava risco elevado, considerando o tipo de carro, o ambiente urbano, o horário e o fato de a área ser destinada exclusivamente ao lazer de pedestres.
Com base nesses elementos, o caso foi registrado como tentativa de homicídio, sob o entendimento de que houve assunção de risco. O carro de luxo foi apreendido, assim como celulares e cartões de memória utilizados durante a gravação.
Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A defesa afirma que o cantor é réu primário, possui endereço fixo e tem colaborado com as investigações, mas a decisão judicial considerou a gravidade do caso e o risco à ordem pública.
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