Governo Lula bate recorde e libera R$ 1,5 bilhão em emendas no início do ano eleitoral
O governo federal iniciou 2026 com um ritmo inédito de pagamento de emendas parlamentares. Até a primeira semana de fevereiro, já haviam sido liberados cerca de R$ 1,5 bilhão, o maior volume registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2016.
O volume liberado neste início de ano é mais de duas vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ultrapassa, com ampla margem, o maior patamar anterior da série, alcançado em 2021.
A aceleração ocorre em um ano eleitoral e reflete um movimento do Palácio do Planalto para reduzir tensões com o Congresso Nacional, após meses de insatisfação de parlamentares com a execução orçamentária. Os recursos pagos agora se referem, integralmente, a indicações feitas em exercícios anteriores e inscritas como restos a pagar, segundo dados do sistema Siga Brasil, do Senado.
Internamente, a avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é de que o avanço nas liberações ajuda a reorganizar a relação política com deputados e senadores, especialmente após o compromisso de quitar até o fim de 2025 praticamente todas as emendas empenhadas naquele ano. Com isso, o pagamento acabou sendo empurrado para o início de 2026.
O calendário de execução também é influenciado pelo andamento das obras financiadas e por exigências de maior transparência impostas após decisões do Supremo Tribunal Federal, que passaram a condicionar repasses à apresentação de planos de trabalho mais detalhados.
Dessa maneira, a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano obriga o governo a pagar 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até o fim de junho, estratégia criada pelo Congresso para garantir recursos antes das eleições.
Apesar do volume já quitado, o Planalto ainda não iniciou os pagamentos referentes às emendas indicadas para 2026. Até agora, o foco foi destravar repasses antigos, principalmente de 2025.
O peso dessas verbas no Orçamento segue elevado: em 2025, as emendas consumiram cerca de 22% do orçamento discricionário, percentual que ultrapassa 70% em alguns ministérios, como o Turismo. A ministra Gleisi Hoffmann já sinalizou que a promessa de acelerar os repasses antes do período eleitoral será mantida.
BookmarkContinue lendo
Lula rebate boatos e garante: programas sociais vão continuar
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no domingo (1º), em vídeo nas redes sociais, que manterá os programas sociais no mandato iniciado...
Novembro Negro terá encontro de gigantes do samba em Salvador
O Clube Fantoches, no bairro Dois de Julho, em Salvador, recebe em 14 de novembro, a partir das 13h, a estreia do Samba Abraço Negro, com...
Aldeias Guarani Kaiowá vão receber proteção da Força Nacional após ataques
A presença da Força Nacional deve se estender em Mato Grosso do Sul, e o efetivo deve ser ampliado para garantir a proteção de aldeias indígenas...
Cortes na ajuda internacional geram escassez global de remédios e testes de HIV
A redução de repasses e ajuda humanitária internacional, principalmente por parte do governo dos Estados Unidos, provocou uma crise no abastecimento de insumos preventivos e terapêuticos...
Curitiba terá três dias de cultura grátis na Prainha da Itupava
O Festival de Cultura do Paraná ocupará a Prainha da Itupava, em Curitiba, de 6 a 8 de novembro, com mais de 20 atrações gratuitas para...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





