A investigação sobre um caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, passou a reunir novos relatos que podem ampliar o alcance das apurações conduzidas pela Polícia Civil. Após a divulgação do episódio, outras jovens procuraram as autoridades para relatar situações semelhantes ocorridas em anos anteriores.
Uma dessas mulheres, hoje maior de idade, decidiu registrar ocorrência sobre um episódio que teria acontecido quando ela ainda tinha 17 anos. O caso teria ocorrido durante uma festa. Segundo o depoimento prestado à polícia, um colega de escola insistiu na prática de sexo oral contra a vontade dela. A jovem conseguiu deixar o local após a intervenção de um segurança.
Ela afirma que apenas após a repercussão do caso investigado em Copacabana passou a reconhecer o ocorrido como uma forma de violência. Em seu depoimento, também mencionou que alguns dos envolvidos já eram conhecidos no ambiente escolar por histórico de advertências disciplinares.
Outro relato analisado pelos investigadores envolve uma adolescente que teria sido vítima de violência sexual em 2023, quando tinha 14 anos. O episódio só foi revelado recentemente à família. De acordo com a mãe da jovem, a filha identificou ao menos dois dos atuais investigados como participantes do caso ocorrido no passado.
Com os novos depoimentos, a Polícia Civil passou a avaliar a possibilidade de um padrão de atuação semelhante em diferentes situações. As investigações buscam esclarecer se adolescentes eram convidadas para encontros em apartamentos onde outros jovens já estariam reunidos.
Até agora, quatro suspeitos tiveram as prisões mantidas pela Justiça após se apresentarem às autoridades. Um quinto envolvido, menor de idade, foi apreendido por decisão da Vara da Infância e Juventude. A polícia continua reunindo depoimentos e evidências para verificar a existência de outros episódios relacionados ao grupo investigado.
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