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Resort ligado à família de Toffoli entra no radar da PF em investigação do Banco Master

(Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

A Polícia Federal avalia ampliar o alcance das investigações sobre possíveis crimes financeiros envolvendo fundos de investimento associados ao resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). O empreendimento já teve participação societária de uma empresa pertencente à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Apesar disso, o magistrado não é alvo direto do inquérito.

Investigadores trabalham com a hipótese de solicitar quebras de sigilo bancário e fiscal de estruturas financeiras ligadas ao caso, além de pedir ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) relatórios de inteligência que apontem movimentações consideradas fora do padrão.

A expectativa dentro da corporação é que essas medidas acabem alcançando registros de transações relacionadas à família do ministro, ainda que de forma indireta.

Entre os fundos sob análise está o Arleen, apontado como parte da rede de investimentos utilizada em operações investigadas envolvendo o Banco Master. Em 2021, a empresa Maridt, ligada à família de Toffoli, vendeu sua participação no resort Tayayá para esse fundo.

Posteriormente, o próprio ministro reconheceu que era sócio da companhia e que recebeu valores referentes à negociação das cotas. A revelação contribuiu para o agravamento da crise em torno da condução das investigações e resultou em sua saída da relatoria do caso no Supremo.

O Arleen possui como cotista o fundo Leal, que tem entre seus participantes o advogado e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Zettel foi preso na semana passada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que também levou à detenção de Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.

Caso as apurações indiquem indícios de irregularidades envolvendo o ministro, a Polícia Federal terá de encaminhar relatório ao atual relator do processo no STF, ministro André Mendonça. Qualquer investigação sobre um integrante da Corte depende de autorização do próprio tribunal, com participação da Procuradoria-Geral da República.

Procurado para comentar o avanço das investigações, Toffoli não se manifestou. Enquanto isso, os investigadores seguem analisando a rede de fundos e suas conexões financeiras.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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