Envolto em uma polêmica recente com o SBT, o cantor sertanejo Zezé Di Camargo recebeu, entre 2015 e 2025, um total de R$ 32 milhões em dinheiro público de prefeituras, muitas vezes em eventos pagos com recursos de emendas parlamentares ao Orçamento Federal. Os dados foram levantados pelo deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ), com base em portais de transparência e registros oficiais.
De acordo com a pesquisa, Zezé Di Camargo, que faz dupla com seu irmão, Luciano, está entre os artistas que mais receberam verbas públicas na última década. Eles ocupam o sexto lugar em uma lista de dez artistas ou duplas sertanejas. Esses valores incluem contratos via Lei Rouanet, Lei Aldir Blanc, emendas parlamentares e pagamentos diretos de prefeituras sem licitação.
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Os números mostram o grau de hipocrisia do cantor, que costuma criticar publicamente a corrupção e gastos públicos associados à esquerda, mas beneficia-se desses recursos pagos pelo contribuinte brasileiro.
Superfaturamento
Em 2022, a “CPI do Sertanejo” revelou que Zezé Di Camargo R$ 375 mil da prefeitura de Rio Bonito para show da dupla em evento local. O município tem cerca de 60 mil habitantes. Em setembro do mesmo ano, a Justiça proibiu shows dele e de Naiara Azevedo em uma Festa do Peão, orçada em R$ 1,8 milhão pelo Ministério Público, por suspeita de superfaturamento.
Somente em 2025, Zezé acumulou pelo menos R$ 2,83 milhões em cachês pagos exclusivamente por prefeituras, incluindo logística e hospedagem. Os contratos foram firmados em municípios de Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina.
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